Movimento Passe Livre fará manifestação dia 08 contra tarifas de transporte público em SP

mov passe livreA dois dias para o ano acabar, a Prefeitura de São Paulo, juntamente com o Governo do Estado, anunciaram um reajuste nas tarifas do metrô, trens e ônibus da cidade. Há exatamente um ano, o valor subiu de 3 reais para 3,50.

Com o novo reajuste, o preço dos bilhetes passará para 3,80 reais a partir do dia 9 de janeiro do ano que vem. O principal movimento pelo fim das tarifas de transporte, o Movimento Passe Livre (MPL), promete reagir e anuncia um protesto para o dia 8.

Os ativistas confiam na articulação recente de estudantes secundaristas em São Paulo para mobilizar mais usuários contra a alta do que em 2015, quando as marchas se dispersaram após pouco mais de um mês.

As administrações afirmam que os reajustes estão sendo feitos abaixo da inflação anual. Argumentam também que os valores do Bilhete Único Temporal (que inclui o Mensal, Semanal e 24 horas) não serão alterados e que quase 20% dos usuários não pagam a tarifa — são os estudantes beneficiados pelo Passe Livre Estudantil, criado neste ano, os trabalhadores desempregados, pessoas com deficiência e idosos acima dos 60 anos — o que resulta em um subsídio alto a ser pago pela Prefeitura sob o comando de Fernando Haddad (PT).

O ano que vem, de eleições municipais em que Haddad deve ser candidato à reeleição, torna o cenário mais delicado e o prefeito deve atuar para evitar maior desgaste político por causa da alta. Além da tarifa de ônibus, a Prefeitura anunciou outra fonte de irritação: alta no IPTU (9,5%).

A estratégia adotada pelo MPL deve ser parecida com a do ano passado, quando os ativistas foram às ruas da cidade por mais de um mês contra o aumento da tarifa. Naquela época, o movimento realizou manifestações nas ruas e nos terminais, além de aulas públicas sobre o transporte pela cidade, mas a mobilização foi perdendo fôlego. Diferentemente das históricas marchas de 2013, o reajuste não foi revogado. Em 2014, ainda na esteira do ano anterior, a tarifa ficou congelada.

Além de São Paulo, as cidades das regiões metropolitanas de Campinas, Sorocaba, Santos e Vale do Paraíba também terão suas tarifas reajustas a partir do início de janeiro.

Fonte: El pais

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