Cidade de Brotas-SP reduz em 15% as verbas para transporte de estudantes e entidades sociais

Brotas

A crise financeira do país prejudicou o repasse de verbas em Brotas (SP). Após uma queda de quase R$ 6 milhões na arrecadação, a prefeitura precisou reduzir o dinheiro destinado ao transporte escolar de universitários e às entidades sociais em 15%, além de vetar o reajuste de verba sugerido pelo Hospital Santa Therezinha.

As seis entidades assistenciais existentes na cidade precisarão de um novo planejamento para conseguir manter seus serviços. Uma delas é a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), que atende 88 alunos e oferece serviços de saúde para cerca de 300 crianças e adolescentes da cidade e atua com 32 funcionários.

A verba repassada pela Prefeitura seria investida na contratação de mais funcionários, mas com corte de 15% dos gastos, a recepcionista e uma nova monitora serão demitidas.

“Isso vai prejudicar os nossos alunos acima de 30 anos que tinham período integral, e na burocracia do nosso atendimento, já que nós vamos ter que fazer um rodízio dos demais monitores para cobrir essa faixa”, disse Alcino Izzo, diretor da Apae.

Além da redução na grade, vai ser necessário criar mais eventos para suprir as necessidades especiais da própria entidade. “Agora vamos ter que apertar com mais eventos beneficentes que já fazemos para compensar esse buraco que vai ficar no nosso orçamento”, concluiu Izzo.

Cerca de 600 universitários do município que estudam em outras cidades também foram afetados pela decisão. O valor do auxílio-transporte, que antes era de R$ 236, teve um corte de 15% em 2016. Com isso, muitos estudantes precisarão mudar a rotina para conseguir pagar as viagens diárias.

Segundo o prefeito Orlando Pereira Barreto Neto (PSL), o repasse de verba para o auxílio-transporte dos universitários não é obrigação da Prefeitura, portanto, assim como no caso das entidades sociais, nada pode ser feito para cancelar o corte de verbas.

“A Prefeitura não tem mais recursos para conseguir manter normalmente as entidades assistenciais e o transporte dos universitários. Essa diminuição de 15% está indo para a saúde de Brotas. No caso da bolsa-transporte, isso não é uma obrigação do município, é uma lei municipal que coloca uma condição que explica que podem ser investido até tantos por cento, então fica a critério do município pagar a bolsa de acordo com as suas possibilidades”, explicou Neto.

Fonte: G1