Novo Volare Cinco na versão escolar para 20 crianças não sai por menos de R$ 169 mil

Segundo a empresa, o chassi desse veículo é produzido no Brasil devido a necessidade de uma base específica para o transporte de passageiros.

O miniônibus “Cinco”, consumiu cerca de R$ 250 milhões entre o projeto e a modernização da fábrica de São Mateus, no Espírito Santo.

Meio van, meio micro-ônibus, o “Cinco” recebe este nome pelo Peso Bruto Total (PBT) de cinco toneladas. Com isso ele se enquadra na categoria M3 e se beneficia da linha Finame.

O novo veículo se destaca pela utilização de chassi próprio em vez de ser montado sobre uma base fornecida por fabricantes de caminhões.

“O que orientou essa decisão não foi a economia no custo do chassi, mas a necessidade de uma base específica para o transporte de passageiros”, afirma Francisco Gomes Neto, CEO da Marcopolo, proprietária da Volare.

As vendas do modelo começam em maio. São três versões. A mais em conta é a Escolar, com preço sugerido de R$ 169 mil e capacidade para 20 estudantes. A intermediária, Executiva, custa R$ 195 mil e leva 16 passageiros. A Executiva Plus sai por R$ 208 mil e transporta 13.

O novo miniônibus tem rodado duplo, 6,7 metros de comprimento e pesa 3,5 mil quilos. As dimensões internas (1,93 metro de altura e 1,91 m de largura) e o bom corredor garantem a facilidade de movimentação dos passageiros. A altura externa é de 2,74 m. O acesso ao interior é feito por uma grande porta pantográfica nas três versões, acionada com controle remoto na chave.

O motor é o Cummins ISF 2.8, com 140 cavalos. A transmissão é manual de cinco marchas, fornecida pela Eaton. Os eixos dianteiro e traseiro são Dana. A Maxion fornece o quadro do chassi e também as rodas.

O Cinco tem motor dianteiro e tração traseira. O ruído interno em uso urbano é aceitável. As poltronas das versões Executiva e Executiva Plus são reclináveis. Proporcionam conforto adequado, a não ser que o passageiro seja muito grande ou esteja fora de forma.

A Plus tem retrovisores elétricos, cortinas, porta-pacotes com iluminação, central multimídia, monitor rebatível, piloto automático, faróis de neblina, cintos retráteis e braços nas poltronas.

A Executiva recebe som com CD/MP3 Player. A Escolar também tem rádio com CD/MP3 Player, câmera de ré e sai de fábrica com a identificação lateral em preto e amarelo.

“As primeiras 200 unidades terão bônus de R$ 8 mil”, afirma o diretor comercial, Mateus Ritzel. A Volare acredita na maior demanda da versão executiva, mas não arrisca projeções: “É impossível um prognóstico neste momento”, diz Gomes Neto.

Por causa da retração de mercado, que reduziu as vendas da Volare em 58% em 2015 e fez baixar sua produção no primeiro trimestre deste ano em 25%, a fábrica de São Mateus está operando em um turno apenas, com capacidade para dez unidades por dia. Com dois turnos passaria a 20 veículos/dia, mas ainda não se sabe quando isso ocorrerá.

A fábrica comporta ampliação para 40 unidades diárias, o que demandaria algum investimento, cerca 10% do total já aportado no novo projeto.

Neste momento São Mateus se dedica somente à montagem do Cinco. Até março deste ano, parte da linha Fly era produzida ali, mas hoje está concentrada na unidade de Caxias do Sul (RS). A rede Volare também perdeu quatro ou cinco revendas e tem atualmente 56 concessionárias.

O Cinco vai concorrer com especialmente com Fiat Ducato, Iveco Daily, Mercedes-Benz Sprinter e Renault Master. Segundo a Volare, na análise do TCO, sigla em inglês para o Custo Total de Propriedade, ele leva vantagem sobre alguns concorrentes sobretudo pelo menor desembolso com manutenção.

Fonte: Automotive Business