Explosivos são encontrados em van escolar roubada na zona sul de SP na manhã de hoje (10)

O veículo foi usado por bandidos em fuga da polícia para chegar até uma favela, e o motorista da van escolar só percebeu os explosivos depois que retornou e fez a linha com as crianças.

O incidente ocorreu na zona sul de São Paulo, na região de Interlagos, mas a van foi abandonada pelo motorista na Rua Coronel Oscar Porto, no bairro Vila Mariana, próximo a Av Paulista, quando este acionou a polícia.

Segundo informações de populares, um veículo Citroen C4 de cor preta foi abandonado no trevo da Av Sabará com a Alvarenga. Pela descrição do motorista, este deve ser o veículo que foi usado na fuga pelos bandidos, quando o abordaram e o levaram com a van escolar.

Logo cedo, policiais chegaram a fazer a abordagem de outra van escolar cinza, mas logo a deixaram ir ao perceber que tudo estava normal.

o proprietário da van, Tio Wilson, afirma que seguia sozinho no veículo pela Av Rubens Montanaro no bairro Interlagos, para iniciar sua linha.

De repente, foi abordado por um veículo preto, de onde desceram vários homens com touca ninja e que o obrigaram a seguir digirindo a van escolar para onde queriam, afirmando que a polícia os estava perseguindo.

Os bandidos então o fizeram seguir até uma favela, quando então sairam do veículo e ordenaram que o motorista fosse embora. Este ficou atordoado andando pelas ruas da favela até conseguir se localizar e encontrar o caminho de volta.

O motorista então olhou para a parte de trás do veículo e visualizou apenas uma touca ninja e uma luva. Como ainda era cedo e ainda dava tempo fazer a linha, em função da responsabilidade que tinha com as crianças e os pais, retornou ao seu itinerário original e buscou todas as crianças e as deixou na escola.

A linha é feita pelo motorista diariamente pegando as crianças na região de Interlagos e as levando para a região central da cidade.

Somente ao descer todas as crianças e deixá-las na escola, o motorista abriu a parte traseira da van para averiguar, e então verificou que embaixo de um dos bancos tinha uma sacola, e ao puxar e abrir esta sacola viu que dentro tinha algumas lanternas e uma outra mochila menor, e que ao abrí-la visualizou algumas bananas de dinamite.

Ao ver os explosivos, o motorista então largou ali mesmo sua van e acionou a polícia, que isolou a rua e passou a analisar a possibilidade ou não do risco de explosão da dinamite encontrada.

Embora alguns canais de TV tenham feito suposição de participação do motorista da van com os bandidos, o incidente mostra a responsabilidade que os motoristas escolares tem com o transporte das crianças até a escola.

Mesmo após tamanho estresse e pressão, o motorista da van escolar retornou ao seu itinerário e transportou todas as crianças até a escola, pois não sabia da presença dos explosivos dentro do veículo.

Não há como recriminá-lo por essa ação, pois não sabia da presença dos explosivos, sequer sabia que tinham sido usados explosivos na ação dos bandidos ou o que estes fizeram antes de entrar no veículo.

Não evidenciemos o enfoque na dúvida e no “quanto pior melhor” que muitas mídias sempre fazem para promover sua audiência.

É preciso primeiro ouvir, analisar e ponderar, antes de “falar por falar”, e pior que geralmente a mídia televisiva, no afâ e na pressa por noticiar, e até mesmo pelo status online e repentino que trasmite, não faz apenas “falar por falar”, mas “falar por causar”.

Muitos apresentadores são notórios e prestigiados pela sua capacidade em “falar por causar”. Isso é nítido na TV Record e seu jornalismo. E, convenhamos, palavra dita na TV, nem sempre volta atrás, quase nunca há justificativa ou retratação posterior.

Por Antonio Félix
Com informações do noticiário da TV Globo e TV Record