Banco do Brasil Agência 1553 N.S. Sabará prejudica condutores escolares com descaso no atendimento

Forçados que são a manter uma conta ativa no Banco do Brasil em uma de suas agências da cidade de São Paulo, os condutores escolares muitas vezes “comem o pão que o diabo amassou” na mão de gerentes despreparados.

E o pior que não há como fugir desse lastimoso padecer. Todos os condutores escolares que trabalham no Transporte Escolar Gratuito (TEG) – Programa Vai e Volta, são obrigados a receber a remuneração da Prefeitura de São Paulo em uma conta no Banco do Brasil.

É uma imposição contratual que não há como fugir. Mas, se há um atendimento regular, não há o quê se questionar, vez que o pagamento obrigatoriamente tem que ser feito em agência bancária mesmo.

Porém, e quando o banco em si tem um péssimo atendimento? O que fazer?

Não há o que fazer, fica-se a mercê da burocracia e displicência dos afortunados funcionários que não sabem o que é acordar de madrugada e levar crianças às escolas.

Ali, perante um funcionário do Banco do Brasil você não representa o que faz, salvo se você for algum “apadrinhado” que, por força de seu prestígio, obviamente terá um atendimento de melhor qualidade.

Dentre as agências do Banco do Brasil que possui relacionamento lastimável, a que possui maior destaque é a 1553 N.S. Sabará, situada na avenida de mesmo nome, na região de Interlagos, zona sul da cidade.

Até 2012 não era assim. Mas, a partir do ano de 2013 quando assumiu o novo gerente Sestílio, o angu tem desandado e tem pipocado caroço para todo lado.

A reclamação é constante por parte dos condutores escolares associados à ARTESUL (Associação Regional de Transporte Escolar de São Paulo) e pelos cooperados da COOPERARTE (Cooperativa de Transportes de São Paulo) quanto ao atendimento desta agência.

Para efeito de exemplo, o pagamento da Cooperativa de Transportes (COOPERARTE) se encontra parado na sua conta na Ag. 1553 N.S.Sabará desde o dia 06/jun, data da liberação do último crédito de seus cooperados pela Prefeitura de São Paulo.

Isso apenas devido uma simples atualização de cadastro, para inclusão da nova ata e cadastro da diretoria no sistema do banco.

A Cooperativa correu atrás e fez “das tripas o coração” para entregar a documentação o mais rápido possível e assim liberar o pagamento dos condutores escolares. E reuniu tudo que a Agência pediu e entregou no dia 21/jun (terça-feira), desde o RG dos diretores ao cartão de vacina do cachorro.

No atendimento, o gerente Sestílio sequer deu-se ao trabalho de abrir a documentação e conferir, apenas manuseou o pacote de documentos e disse “deve estar tudo certo né”, ao que foi prontamente repreendido de que deveria conferir as cópias com os originais de cada documento que se encontrava no pacote. Somente após isso fez a conferência e devolveu os originais.

Segundo o gerente, a documentação entregue ali na agência seria encaminhada ao setor de cadastro do banco, que dispunha de um prazo entre 5 a 7 dias para concluir e solucionar a liberação do dinheiro existente na conta da Cooperativa.

Ou seja, a agência que fez o pagamento da Cooperativa inúmeras e infindáveis vezes durante vários e seguidos anos, não tinha como liberar o dinheiro disponível na conta em função de uma burocracia do banco, devido uma simples atualização de cadastro.

Note-se que não se estava ali pedindo um empréstimo ou financiamento, sequer um favor. Apenas se buscava a liberação do pagamento de pais de família que prestaram o seu serviço no transporte escolar e que por imposição da Contratante (TEG de São Paulo) foi ali depositado.

Na data de 28/jun (terça-feira), data do término do prazo informado, a Cooperativa tentou por várias vezes um contato telefônico com referido gerente, sem nenhum sucesso. Em três destas ligações a atendente anotou o assunto e afirmou que o mesmo retornaria a ligação. Não houve nenhum retorno.

Na data de hoje, 29 de junho (quarta-feira), os representantes da Cooperativa compareceram pessoalmente na Ag. 1553 e foram informados de que somente na sexta (24/jun) a documentação entregue na terça (21/jun) havia sido digitalizada e encaminhada ao setor de cadastros.

Questiona-se então como um banco de tamanho porte demora três dias para fazer uma simples digitalização de alguns documentos e encaminhá-los por e-mail?

Como entender a consideração de um gerente lastimável e despreparado deste banco, que deixa parado por três dias tal documentação, quando sabe-se que basta entregá-la a um dos inúmeros estagiários do banco, que trabalham muitas vezes mais que os próprios funcionários concursados.

E mesmo sabendo de todo o desdobramento e a importância de tal análise e solução, com enorme prejuízo aos cooperados em função da liberação do valor disponível na conta, a agência 1553, ou especificamente seu desidioso gerente deixou dormindo os documentos sobre alguma mesa durante três dias.

No atendimento, a secretária atende a Cooperativa com o gerente sentado a menos de dois metros na mesa ao lado, e informa que vai buscar agilizar a análise da documentação ligando no setor de cadastro e pede que retorne à tarde. O desidioso escuta tudo ao lado mas não opina, não resolve, não se envolve.

Ao retornar à tarde, a secretária informa que não conseguiram falar com ninguém do setor de cadastro. Ora! Se o próprio banco não consegue falar internamente entre os seus setores, então é complicado. Diz a funcionária que tentará ligar novamente no início da manhã do dia seguinte.

Amanhã e pelos dias seguintes a Cooperativa estará lá de novo na Agência 1553 buscando uma solução, e desde já orienta aos seus cooperados e condutores escolares que têm problemas com referido “inferno da 1553” que está a partir desta data buscando outra agência do banco do brasil (minúsculo mesmo, porque está pequeno, muito pequeno o respeito para merecer iniciais maiúsculas) que ofereça melhor relacionamento com o cliente.

Não há como fugir do banco do brasil em função da abusiva e impositiva cláusula contratual que a Prefeitura de São Paulo impõe, mas ninguém é obrigado a ficar amarrado em uma agência que não respeita os seus clientes. Orientamos que, em casos assim, seja buscada outra agência do banco e seja feita a transferência da conta.

E no dia em que nenhuma agência resolver, somente uma moção pública para que a Prefeitura troque de banco, vez que a contrapartida que o banco do brasil oferece por manter a carteira de clientes do TEG é desleal e absurda.

Muitos mantém a conta naquele banco apenas para receber o pagamento e movimentá-lo em outro banco, nos quais são melhores atendidos e nos quais conseguem operações de financiamento e tarifas melhores.

Exemplos iguais aos citados acima são vários, e não é o “inferno da 1553” o único na terra. São muitas as agências do banco do brasil com relacionamento desqualificado e desrespeitoso ao transporte escolar na cidade de São Paulo.

Era o desabafo! Situação que já ocorreu com muitos condutores escolares e que precisa acabar.

O que a Prefeitura recebe em contrapartida à vinculação obrigatória ao banco do brasil não se sabe, pois se a justificativa é o vínculo com instituição financeira pública, a CAIXA (assim maiúscula, negrita e sublinhada) está anos-luz à frente do banco do brasil, em todos os aspectos.

Aliás, se sabe sim, são R$ 580 milhões que a Prefeitura de São Paulo recebeu do banco do brasil para que o banco tivesse a exclusividade na administração das contas da Prefeitura a partir de 2010.

Por Antonio Félix