Passagens de ônibus intermunicipais de SP ficam quase 10% mais caras a partir de hoje (5)

A partir de terça-feira (5) as passagens de ônibus do Sistema de Transporte Intermunicipal Rodoviário de Passageiros sofrerão reajuste de 9,56%, de acordo com autorização da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).

O aumento foi justificado pela agência como uma recomposição de custos operacionais do sistema e considerou as variações de itens como o diesel, que subiu 10,28%, além do reajuste de 9,33% dos salários da categoria. Outro componente é o preço dos ônibus suburbanos e rodoviários novos, que sofreram alta de 16,23% e 22,32%.

No início do mês também entraram em vigor os reajustes das tarifas de pedágio das rodovias estaduais paulistas que, segundo a Artesp, tiveram aumento de acordo com a inflação (9,32%).

“O reajuste anual é baseado no IPCA acumulado dos últimos 12 meses, de acordo com o estipulado nos contratos de concessão”, diz a Artesp.

Também foi autorizado o início da cobrança de pedágio na Rodovia dos Tamoios. A permissão foi concedida depois de a concessionária ter cumprido com todas as exigências previstas no contrato. Para o início da cobrança era necessária a execução de no mínimo 6% das obras de duplicação do trecho de serra, entre outras obrigações.

“As praças dos quilômetros 15,7 e 56,6 passarão a cobrar, respectivamente, R$ 3,50 e R$ 6,20. A tarifa é parte da remuneração que viabilizará a construção de 21,6 quilômetros de novas pistas para a duplicação do Trecho de Serra da rodovia, obra orçada em R$ 2,6 bilhões”.

Viagens interestaduais também aumentaram
Na última sexta-feira (1) passou a valer o reajuste de 9% das passagens de ônibus interestaduais – medida autorizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As tarifas de pedágio das rodovias estaduais paulistas sofreram aumento, de acordo com a inflação, de 9,32%. A ação também passou a valer na sexta-feira.

Os bilhetes de ônibus tiveram acréscimo de 16,23% para as linhas suburbanas e 22,32% para as rodoviárias.

O economista Lucas Machado salienta que o aumento das passagens é maior até mesmo do que a média dos reajustes salariais no Estado de São Paulo, que foi entre 8% e 9% nos últimos 12 meses.

“É um reajuste significativo e pressiona ainda mais o bolso do brasileiro, que já sofre com desemprego, inflação elevada e, principalmente, com o aumento no preço de alimentos básicos de seu cardápio”, salienta.

Com o poder de compra do brasileiro diminuindo, ele complementa que a medida também terá impacto na folha de pagamento de empresas que tem trabalhadores de outras cidades, pois haverá aumento nos gastos com vale-transporte.

Fonte: Agência Brasil