Motorista de kombi acusado de estupro no RJ é clandestino, fazia transporte escolar ilegal

O caso vem sendo explorado pela mídia nas últimas semanas, onde se menciona sempre um transportador escolar. Porém, não se menciona que, na verdade, trata-se de um transportador clandestino.

Casos assim fazem crescer a desconfiança dos pais quanto ao transporte escolar; no entanto, casos assim se tornam mais corriqueiros porquê alguns pais optam em colocar suas crianças em transportes irregulares, sem autorização legal do município.

O transporte escolar legal é fiscalizado pelos órgãos competentes, sendo validada sua circulação apenas quando da apresentação de certidões criminais e do fazimento de cursos específicos para trabalhar nessa atividade.

No crime ocorrido, percebe-se tratar de um transportador clandestino apenas pela visualização do veículo utilizado, sem faixas identificadoras do transporte escolar, o que por sí só já denota a não existência de licença emitida pela prefeitura.

Muitos pais optam por este tipo de transporte devido ser mais barato, o que é possível inclusive porque o veículo não cumpre as vistorias nem as exigências legais dos órgãos públicos, o que lhe faz ter um custo redudido em relação ao transporte legalizado.

O crime de pedofilia aconteceu na baixada fluminense, na cidade de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. A mãe de uma das vítimas do motorista de van Ubiraci de Lima se surpreendeu ao saber do crime de pedofilia. Segundo ela, que não quis se identificar, o homem conhecido como Bira da Kombi era amigo da sua família.

Ele foi preso esta semana por suspeita de abusar sexualmente das crianças que transportava em uma van escolar.

Bira da Kombi é acusado de abusar sexualmente de meninas entre seis e dez anos, que eram levadas por ele a uma escola da região de Vila da Cava, no município.

Segundo as investigações, ele dizia que iria ensinar as meninas a dirigir e praticava os abusos pouco antes de deixá-las em casa.

A mãe revela que só descobriu que a filha foi vítima de abuso após ser avisada pela direção da escola.

— O diretor veio falar comigo que ele [Bira da Kombi] não ia mais pegar as crianças, que ele tinha sido proibido porque tinha mexido com uma criança. Aí eu cheguei em casa e perguntei à minha filha o que tinha acontecido e ela começou a chorar.

A vítima já passa por tratamento psicológico. A mãe deseja que Ubiraci seja condenado.

— Quero que ele fique na cadeia agora por um tempo, para ele analisar bem o que fez. Ele também é pai e avó, [que fique preso] para ele ver o que é fazer isso com o filho de uma pessoa.

Orientamos aos pais que usem apenas o transporte escolar legalizado, bem como solicitem referências dos transportadores nas escolas onde os filhos estudam, a fim de evitar esse tipo de crime.

O uso de um veículo legalizado lhe garante 99,99% de certeza que isso dificilmente irá acontecer, em função da existência de maiores requisitos de controle e fiscalização dos transportadores, sendo 0,01% os casos raros e excepcionais.

Usar um transportador clandestino é como se você desse à sua criança um remédio de laboratório pirata, que você não tem garantia do conteúdo, que custa mais barato e poderá até nunca lhe trazer maiores problemas de saúde, mas que traz riscos de graves sequelas ou até de morte. Não exponha seus filhos à esse risco.

Por Antonio Félix
Com informações de R7