O descaso das prefeituras: porta de transporte escolar cai com veículo em movimento

Em um novo semestre que se inicia, o mínimo exigido da gestão pública é ser feita a manutenção correta no período de férias, e que os veículos apresentem condições de trafegar em segurança no início das aulas.

Não é o que pode ser constatado na cidade de Araputanga, no estado de Mato Grosso, exatamente no primeiro dia de aulas.

O acidente ocorreu na segunda-feira (01), quando cerca de 10 crianças com faixa etária entre 4 e 6 anos de idade sofreram o susto.

A porta da van escolar que faz o transporte da Fazenda Rancho Grande para a Comunidade das Botas caiu com o veículo em pleno movimento.

A comunidade rural fica à cerca de 50 km da cidade de Araputanga, onde fica localizada a escola municipal Cleuza Braga Hortêncio.

Segundo Jéssica Cristina Batista Amorim, de 23 anos e mãe de uma das crianças, foi uma situação de desespero para todos. “Eu estava do lado da porta e sofri o maior susto, foi um desespero para todos, dou graças a Deus de hoje estar acompanhando minha filha e nenhuma criança ter se machucado” diz a mãe.

A mesma pede as autoridades competentes que tenham mais cuidado e responsabilidade com o transporte das crianças. “São vidas, são os nossos filhos que utilizam daquele transporte escolar e algo de mais grave poderia ter acontecido” desabafou.

Infelizmente, o transporte escolar realizado pelas prefeituras é em boa parte nestas condições, precário e arriscado. Não há uma preocupação efetiva do governo em resolver isso.

Salvo em um ou outro município onde o Ministério Público é mais atuante e exige adequação, aplicando multas e bloqueios aos gestores, não há indícios de melhoria de tal situação.

O que mais intriga é que o governo ao invés de fiscalizar e punir a gestão dos recursos enviados aos municípios para aplicação em transporte escolar, busca diminuir acidentes e mortes de crianças com adoção de cadeirinhas em veículos escolares, além de planejar a alteração da configuração e produção dos tipos de veículos utilizados.

Sabe-se que, efetivamente, não adianta criar leis e normas se não há a sua aplicação efetiva. Os acidentes graves que ainda ocorrem no transporte escolar são em sua maioria fruto do descaso da própria gestão pública.

Deve a própria gestão pública ser o exemplo, e no caso do transporte escolar, ela é o pior exemplo possível. Obriga-se o particular e o privado com leis e normas absurdas, enquanto nas prefeituras os veículos circulam, literalmente, caindo os pedaços.

Por Antonio Félix
Com informações de Jornal O Leste