Diversificação: motoristas inovam e estão faturando com o Pokémon Go no Brasil

Um concorrente de peso está prestes a bater o São João na cidade de Campina Grande, e o nome do competidor é Pokémon Go, o jogo mundialmente conhecido, detentor de vários recordes e altamente valorizado está melhorando a vida de taxistas da cidade, graças ao espírito empreendedor de alguns profissionais do ramo de transporte.

Um deles é Aldnax Marques, de 43 anos. Segundo ele, o faturamento obtido em corridas exclusivas de jogadores de Pokémon Go está sendo maior do que o ganho durante a festa junina.

“Ele foi lançado na quarta-feira (3) e já no outro dia os clientes só falavam nisso e ficavam jogando dentro do táxi. Todos pediam para dirigir mais devagar e, inclusive, parar nos pokéstops [loja que oferece itens aos jogadores]. Por causa disso o valor das corridas começaram a subir. Vou até colocar no carro o adesivo ‘Táxi Pokémon’ para me identificar”, disse Marques ao G1.

Atualmente, Marques oferece um serviço personalizado, ofertando descontos de até 30% na corrida para jogadores. Além disso, ele também atua como uma espécie de “orientador”, já que sabe os melhores locais da cidade para buscar monstros e equipamentos.

O que também impressiona é o suporte dado pelo carro, o veículo oferece sinal wifi, vídeo game, controle de música via aplicativo de streaming, luzes led com efeitos de festas e ainda permite que seus passageiros consumam bebida alcoólica no interior do carro.

O taxista paraibano não é o único que está aproveitando a febre do Pokémon Go e empreendendo. Fãs do jogo que moram ou estão em São Paulo podem alugar um Pikachu Car para procurar Pokémons nas ruas da capital paulista.

A ideia foi criada pelo designer gráfico Oliver Thi, que transformou um New Beetle amarelo no carro especial do jogo. O aluguel custa R$ 13 por hora, passando para R$ 130 por dia e até R$780 por semana. A reserva do automóvel especial pode ser feita aqui.

Outro que também está lucrando com Pokémon Go é o mototaxista Denis Freitas Paz, do Ceará. O profissional fez da sua moto um transporte para usuários que querem capturar Pokémons sem ter o esforço de andar quilômetros e quilômetros a pé. Denis Freitas Paz tem 32 anos e trabalha como motoboy há 15. O valor da corrida é de R$ 25 por hora e toda a publicidade é feita através de grupos do jogo no Facebook.

Para muitos o jogo é uma perda de tempo e só gera procrastinação. Para outros, porém, é uma fonte de renda extra. Há quem critique, há quem ignore e há quem lucre com tudo isso.

O que você achou dos modelos de empreendedorismo dos motoristas citados na matéria? Será que febre do Pokémon vai durar?

Com informações do G1