Caminhoneiros vão a Brasília pedir tabela mínima do frete; rodovias podem ser ‘fechadas’

caminhoneiros_dfCaminhoneiros de Mato Grosso e demais estados se organizam para rumar a Brasília (DF) na próxima semana em busca da aprovação em caráter de urgência do Projeto de Lei nº 528/2015 que prevê a criação de uma tabela mínima para o frete do transporte de cargas.

Outro ponto a ser reivindicado na capital federal é a obrigatoriedade da aplicação da tabela. O movimento pode se estender para as principais cidades brasileiras.

O “protesto” em Brasília será realizado nos dias 29 e 30 de novembro e é organizado pela União do Transporte Rodoviário de Cargas, um movimento independente do setor.

Segundo a organização, é solicitado para que a categoria, frotista e autônomos, se mobilizem em suas cidades em forma de apoio com o “fechamento” das rodovias nos dois dias entre às 07h e 11h e das 13h às 17h.

O setor do transporte de cargas, principalmente de grãos, vem passando por uma crise há três anos aproximadamente, tendo o “enterro do segmento” com a quebra da safra 2015/2016, onde somente entre soja e milho foram quase 9 milhões de toneladas a menos produzidas e transportadas e fretes baixos, chegando a média R$ 80 a tonelada em caso de distâncias curtas como Sorriso a Rondonópolis e média de R$ 170 trechos longos como Diamantino ao Porto de Santos.

banneralicerce“A comissão organizadora do movimento da União do Transporte Rodoviário de Carga conclama o setor do transporte para ir à Brasília, bem como apoio daqueles que não podem ir. A Polícia Rodoviária Federal será comunicada sobre o nosso movimento, e no caso de Mato Grosso a Concessionária Rota do Oeste também. É um ato em prol do PL 528/2015 que prevê a criação da tabela mínima para o frete. Queremos que esse projeto tramite em caráter de urgência e caráter obrigatório a sua aplicação”, comentou um dos membros da União do Transporte de Cargas, Gilson Baitaca, que estará em Brasília na próxima semana.

Ainda não há uma previsão de quantos caminhoneiros devem rumar para a capital federal e nem confirmação quanto ao fechamento de rodovias em Mato Grosso e pelo Brasil. Baitaca salienta que, em caso de fechamento das rodovias, os caminhões não deverão ficar em cima da pista e sim no acostamento, ficando apenas os caminhoneiros manifestando sob o asfalto.

Com informações de Olhar Direto