São Paulo, a cidade dos carros multimilionários, e porquê isso explica os escolares clandestinos

sp_clandestinidadeComo maior capital da América Latina, é comum que na cidade circulem os veículos de maior valor de mercado, mas um novo tipo de veículo tem se destacado nas ruas de São Paulo.

Trata-se dos veículos multimilionários, sob outro aspecto, de multas milionárias, com valores milionários acumulados em multas e impostos devidos aos órgãos de trânsito em irregularidades acumuladas ao longo de anos.

Primeiramente foi apreendido um veículo Fiat Fiorino com R$ 2,7 milhões em débitos de multas no início de novembro, no meio do mês (18/nov) foi a vez de um veículo Peugeot Hoggar Escapade com R$ 9,1 milhões em multas.

O último foi um veículo Fiat Uno Mille apreendido na última sexta-feira (25), com mais de R$ 9 milhões em multas de trânsito e impostos acumulados, pra ser mais exato o valor de R$ 9.038.872,87.

Os dois primeiros de particulares, mas este último (Uno Mille) ainda mais surpreendente pelo fato de ser de uma empresa, sediada inclusive na própria capital.

Dificilmente estes veículos serão recuperados por seus proprietários, e a hipótese mais provável é de que irão a leilão, sendo que o valor arrecadado (uma merreca) será descontado do total de débitos.

BannerRB_Agende848x420XVale ressaltar que, embora indo a leilão e com o uso do valor arrecadado para abatimento da dívida, a diferença do valor milionário ainda continua sendo cobrada ao proprietário do veículo à època das infrações.

O que soa mais esquisito é que o CPTran (Comando de Policiamento de Trânsito da Capital) demore tanto tempo para apreender esse tipo de veículo irregular, que durante anos acumula multas e infrações sem ser “notado”.

Considerando-se o alto número de veículos escolares clandestinos que diariamente circulam em frente às escolas e não são removidos pelo poder público também, fica fácil entender como esses veículos ficaram “multimilionários” durante anos.

Se veículos escolares clandestinos que circulam pelas mesmas casas buscando crianças e entregam nas mesmas escolas, pelas mesmas vias, todo santo dia, não são “notados” pela fiscalização de trânsito da cidade, que dirá destes 3 que circulavam aleatoriamente em qualquer via.

Isso considerando ainda que, no caso dos veículos escolares clandestinos, muitos deles são denunciados por condutores de veículos escolares regulares, prejudicados que são pela ação perniciosa dos mesmos, e mesmo se informando o local e horário exatos, cadê a fiscalização para ir lá apreende-los?

Por Antonio Félix