Superlotação em ônibus escolares preocupa pais e alunos. ônibus chegam a transportar o dobro da capacidade.

excesso_baSegundo familiares e os próprios alunos, os veículos chegam a levar 150 estudantes sem os equipamentos de segurança necessários. Outra queixa é o vandalismo e a falta de monitores dentro dos veículos para controlar a situação.

A superlotação em ônibus escolares no Oeste da Bahia tem preocupado pais e alunos do município de Luís Eduardo Magalhães.

A falta de segurança, segundo a empresa responsável, foi por causa de uma solicitação da administração municipal para reduzir gastos.

Até outubro, 57 ônibus transportavam esses alunos, mas segundo a empresa responsável, por causa de um pedido da prefeitura para cortar gastos, o número foi reduzido para 44 veículos.

Com o número de estudantes e ônibus disponíveis, são aproximadamente 90 alunos para cada veículo. A capacidade máxima é para até 48 passageiros sentados.

“É sempre assim ou até pior. Muito cheio. Toda hora [alguém] se machuca”, disse o estudante Anderson Dias. As crianças vão soltas no ônibus. Quem consegue sentar, não usa cinto de segurança porque não tem. E quem vai em pé precisa se equilibrar. Falta espaço até para se segurar.

Além da superlotação, o vandalismo também é um problema. Na semana passada, alunos colocaram fogo nos bancos de um dos ônibus, mas ninguém se feriu.

A gerente da empresa, Taís Picollo, admite a superlotação e diz que casos de vandalismo são comuns nos ônibus escolares. “Esses atos de vandalismo, em menor grau, eles são recorrentes. Eles são diários. Tem linhas que muito mais alunos utilizam diariamente, em uma faixa de 120 e até mesmo 150 crianças por ônibus”, afirma.

Ainda segundo a gerente, a prefeitura só tem 9 monitores para as 44 linhas. Ou seja, em quase 80% dos ônibus, os alunos vão sozinhos. Por isso alguns pais estão indo buscar os filhos na escola.

“Deveria ter um monitor para poder ajudar a organizar porque é muita bagunça dentro do ônibus. Então, como tem grandes e pequenos, acaba machucando os menores. Já bateram nela. Então eu prefiro vim buscar porque é mais seguro”, disse a mãe de uma das alunas, Jaqueline da Silva.

Em nota, a prefeitura de Luís Eduardo Magalhães disse que as linhas do transporte escolar passaram por um reordenamento de frota, mas que isso não trouxe prejuízo para os estudantes. A administração municipal informou ainda que os monitores não foram exonerados.

Com informações do G1