A campanha “Escolar Sangue Bom” no Sergipe e Paraná e o significado de campanhas de doação

escolar_sangue_bomCriada no primeiro semestre de 2016, a campanha consiste no ato regular da doação mensal, e também do transporte de voluntários para doação.

O grupo de profissionais que trabalha com o transporte escolar em Aracaju-SE criou a campanha “‘Escolar Sangue Bom” com o intuito de incentivar a doação entre eles e junto aos clientes.

“Somos 250 profissionais permissionários que trabalham com o transporte escolar na capital. Através dessa campanha iremos colaborar com as centenas de pacientes no Estado que necessitam de transfusão de sangue”, diz Altran Cruz, um dos coordenadores da ação.

Segundo o condutor escolar, a proposta para a doação voluntária de sangue com a participação da categoria surgiu para prestar serviço à sociedade. E como ele próprio não pode fazer doação, aproveitou a campanha para trazer a esposa, Denise Silva. “Ela é doadora universal. Tem o sangue O negativo”, diz.

Além do ato regular da doação mensal, a categoria também colabora com o transporte de voluntários. “Quando a instituição tem um grupo de no mínimo quinze pessoas das igrejas católicas ou evangélicas e, necessita desse apoio para fazer o deslocamento, ajudamos fazendo esse transporte do doador até o Hemose. Só precisamos de um contato prévio para definir horários e locais”, ressalta Altran.

Segundo dados do HEMOSE em Aracaju, o número de doadores de sangue aumentou no fim de 2016, ocasionando um acréscimo de 400 doações no ano inteiro em relação ao mesmo período de 2015, com a colaboração da Associação Gloriense de Doadores de Sangue, Marinha do Brasil e “Escolar Sangue Bom”.

O grupo de transportadores escolares mantém uma fanpage no facebook, disponível AQUI para pesquisa, análise e apoio à iniciativa.

“ESCOLAR SANGUE BOM” TAMBÉM EXISTE NO PARANÁ

A Campanha “Escolar Sangue Bom” no Estado do Paraná foi lançada pelo Comando do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária (BPEC), em comemoração aos 162 Anos da Polícia Militar do Paraná (PMPR), e acontece durante todo o mês de agosto, com o objetivo de colaborar com o aumento das doações de sangue.

Configurando-se como um ato voluntário de amor à vida, a campanha conta com a participação de policiais militares, profissionais e estudantes da rede de ensino pública estadual, e de toda comunidade.

Basta deslocar-se a qualquer centro de coleta de sangue do Estado – HEMEPAR – e informar no ato do cadastramento que a doação é destinada à Campanha “ESCOLAR SANGUE BOM”, do Batalhão de Patrulha Escolar Comunitária.

PANORAMA DA DOAÇÃO DE SANGUE NO BRASIL

Segundo análise da situação no Brasil, os Hemocentros enfrentam dificuldades na manutenção dos estoques regulares de sangue, uma vez que, considerando a motivação pessoal, os esforços individuais e coletivos, ainda são insuficientes diante do cenário da saúde.

Os estoques de abastecimento de sangue são previstos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que prevê que 3% a 5% da população sejam doadores de sangue (OMS, 2014).

A Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH) constatou que a média de doadores de sangue no Brasil é de somente 1,9%, e o Paraná, segundo dados fornecidos pelo Hemepar/SESA no ano de 2012, registrou a taxa de 3,21% de doações (ABHH, 2014).

IMPORTÂNCIA E SIGNIFICADO DAS CAMPANHAS DE DOAÇÃO

A doação de sangue é considerada uma questão de interesse coletivo, pois não existe substância que possa substituir o tecido sanguíneo necessário à vida.

Assim, campanhas filantrópicas como as duas citadas acima, realizadas por organização de elevado interesse social, fomenta e potencializa o processo de captação de futuros e regulares doadores, incentivando e estabelecendo a cultura de saúde e altruísmo.

Além da satisfação de desprendimento e realização pessoal, campanhas do tipo estimulam a adesão de novos doadores, ou até mesmo a criação de outras campanhas por grupos de pessoas ou profissionais de outras áreas, como já existe as campanhas “Bombeiro Sangue Bom” e “Engenheiro Sangue Bom”, entre outras.

No entanto, com relação específica ao transporte escolar que é o foco de nosso portal, campanhas do tipo valorizam muito o trabalho da categoria, fazendo com que ela tenha uma melhor visibilidade por parte da sociedade.

Há de se ressaltar também o entrelaçamento e aproximação dos participantes, e até mesmo de familiares do referido grupo, que passam a atuar em conjunto não só em campanhas de doação, mas em outros itens de interesse mútuo.

Em resumo, o tanto de sangue que você perde nas veias você ganha de ânimo no coração, talvez até no bolso, com a valorização da categoria perante à população.

SAIBA SE VOCÊ PODE OU NÃO SER DOADOR(A)

São requisitos básicos para doação:

– Estar em boas condições de saúde;
– Ter entre 16 e 67 anos (na faixa etária entre 16 a 18 anos de idade, somente com a autorização e presença do responsável legal, por intermédio do termo de consentimento livre e esclarecido);
– Pesar no mínimo 50 quilos;
– Estar descansado e alimentado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação);
– Apresentar documento oficial com foto (Carteira de Identidade, Carteira do Conselho Profissional, Carteira de Trabalho, Passaporte ou Carteira Nacional de Habilitação).

São impedimentos temporários à doação:

– Gripe ou resfriado: aguardar sete dias após a cura;
– Diarréia: aguardar sete dias após a cura;
– Durante a gravidez: 90 dias após parto normal e 180 dias após cesariana;
– Amamentação (se o parto ocorreu há menos de 12 meses);
– Ingestão de bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação;
– Tatuagem realizada nos últimos 12 meses;
– Piercing nos últimos 12 meses (piercing genital e oral 12 meses após a retirada);
– Tratamento dentário: período varia de um a sete dias;
– Situações nas quais houve maior risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis, como não usar preservativo com parceiros ocasionais ou desconhecidos, aguardar 12 meses.

São impedimentos definitivos à doação:

– Hepatite viral após os 10 anos de idade;
– Diabetes insulinodependente;
– Epilepsia ou convulsão;
– Hanseníase;
– Doença renal crônica;
– Antecedentes de Neoplasias (Câncer);
– Antecedentes de acidente vascular cerebral (Derrame);
– Evidência clínica ou laboratorial das seguintes doenças transmissíveis pelo sangue: Hepatites B e C, AIDS (Vírus HIV), doenças associadas ao HTLV I/II e Doença de Chagas.

Por Antonio Félix
Com informações de Aquiacontece, Fanpage “Escolar Sangue Bom” e Assessoria de Comunicação NRE de Cascavel-PR