Doria vai rever (cortar) material escolar, entrega de leite e transporte de alunos. Te cuida, TEG!

SMT_arrepiouO novo prefeito afirmou que irá fazer uma varredura em todos os contratos que dizem respeito à pasta de Educação para reduzir os gastos, e os que serão mais atacados serão aqueles que não tem relacionamento direto com o ensino, citando entre eles o transporte escolar.

Dória fez menção ao assunto em entrevista à Folha de S. Paulo na data de ontem (12), quando listou explicitamente o programa Leve Leite, a distribuição de material escolar e uniformes; e pasmem, o transporte escolar.

É isso mesmo, produção? A nova gestão não entende o transporte escolar gratuito como serviço ligado DIRETAMENTE ao ensino?

Em que mundo vive Dória, que não viu todo o escarcéu que o transporte escolar fez nas ruas em 2016, quando praticamente minou as chances de reeleição do ex-prefeito Haddad ao aumentar exponencialmente sua rejeição na cidade, que já vinha desgastada com as ciclovias. Te cuida, Alckmin, “bote freio”!

O programa de transporte escolar gratuito também foi mencionado pelo novo secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, quando afirmou que será passado um “pente fino” e serão revistos os contratos terceirizados.

Acreditamos que os condutores escolares da cidade ainda devem lembrar do que aprontou na gestão de Kassab nos anos de 2006 a 2012, o secretário com nome de top model que já ocupou a mesma secretaria àquela época.

De acordo com informações coletadas junto à Secretaria Municipal de Educação, a previsão de gastos com o transporte escolar gratuito na cidade no ano de 2017 é de 260 milhões, com posição lá no final da fila de teto de gastos orçados para a Educação, conforme figura abaixo.

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Ainda assim, a gestão entende que o Apoio Pedagógico, o último da fila, deveria ser mais valorizado em relação aos demais itens. E, ao que parece, quer descobrir um santo para cobrir outro. Mas, justamente o transporte escolar?

Segundo fala do próprio secretário: “Socialmente, é interessante garantir acesso ao transporte gratuito. Mas, do ponto de vista da educação, cria um problema no orçamento”. Devia ter ficado calado. Se o chefe Dória jogou a gasolina, Schneider acendeu o fósforo.

Declarações como essa só irão reforçar ainda mais o descontentamento do transporte escolar quanto à atuação da SME, especialmente quanto à redução de demanda forçada ocorrida no final do semestre letivo de 2016, quando os pais se viram obrigados a trocar seus filhos da escola atual para outra escola mais próxima de sua residência, ou abrir mão do direito ao transporte escolar gratuito.

Já há uma manifestação da categoria agendada para o dia 20 de janeiro pela manhã no Viaduto do Chá, em frente à prefeitura, onde prometem estar presentes não apenas os condutores escolares, mas muitos pais e crianças que perderam o direito ao transporte escolar na rematrícula, movimento este que teve a iniciativa de algumas associações de moradores e o Fórum Estadual de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes.

Sobre a manifestação do dia 20 falaremos com mais detalhes em próxima matéria deste portal, inclusive com informações da programação, assuntos reclamados, itinerários etc.

Por enquanto, os condutores devem anotar na sua agenda e reservar a manhã do dia 20, e entender que “uma coisa é promessa de campanha, outra coisa é a realidade”, e manter firme sua postura de que “pau que bate em Fernando, também bate em João”.

E para aqueles que ficarão em dúvida após as “provocações” contrárias que tentarão menosprezar a movimentação da manifestação do dia 20, simplesmente por não gostar de grupo A ou B, ou por defenderem sindicato (que não vemos defender ninguém), afirmando em grupos de whatsapp que tudo não passa de mero terrorismo, leia a íntegra da matéria completa da Folha de S. Paulo no link abaixo:

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2017/01/1849416-doria-vai-rever-material-escolar-entrega-de-leite-e-transporte-a-alunos.shtml

 

Por Antonio Félix
Com informações da FolhaPress