Transporte clandestino é maior problema de serviços de fretamento de transporte de passageiros, diz CNT

Pesquisa_CNT-2017O transporte clandestino é o maior problema do serviço de fretamento rodoviário de passageiros no Brasil, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), que levantou dados com 363 empresários de seis Estados — São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Paraná e Amazonas.

O serviço de fretamento rodoviário de passageiros tem crescido no Brasil nos últimos anos, ampliando as alternativas de deslocamento para atendimento de grupos fechados, com itinerários fixos e flexibilidade de horários – como viagens de turismo, excursões e transporte de funcionários.

Mas problemas como o excesso de burocracia, legislações defasadas e destoantes entre os diversos âmbitos de atuação e a pouca fiscalização do transporte clandestino são obstáculos para o crescimento desse segmento.

O problema do transporte clandestino foi citado por 57% das empresas de fretamento entrevistadas. Mais da metade dos entrevistados (57,8%) avalia que o número de operadores irregulares aumentou nos últimos dois anos.

Metade dos transportadores que atuam no setor e participaram do estudo afirma que a fiscalização não é eficaz para coibir a prática ilegal. Esse problema foi relatado por 48,8% das empresas que operam no transporte interestadual/internacional, por 50,1% do municipal e por 50,7% do intermunicipal.

Entre os principais motivos dessa atuação irregular, elas destacam o número insuficiente de fiscais, a baixa frequência das ações de fiscalização e a escolha inadequada dos locais para essas ações.

As empresas apontam, ainda, a falta de policiamento de apoio, os valores das multas aplicadas e a inadequada preparação dos agentes.

Os operadores também destacaram a dificuldade de obtenção de autorização para a prestação de serviço (15,2%), a impossibilidade de uso de corredores expressos em regiões urbanas/metropolitanas (10,5%) e a restrição de acesso a centros urbanos (3,6%).

O número de estabelecimentos do transporte de fretamento passou de 4,8 mil para mais de 8 mil unidades, entre 2007 e 2015, segundo os dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Ministério do Trabalho, que revelam que esse tipo de serviço cresceu 68,6% em oito anos.

Em relação aos empregos diretos, as empresas de fretamento respondiam, em 2015, por mais de 64 mil funcionários, crescimento de 60,3% em relação a 2007 (39.954).

O estudo da CNT aponta que a maior parte das empresas que oferta o serviço de fretamento é de pequeno porte. Do total de entrevistados, 52,9% possuem até nove empregados e apenas 1,7% dos empresários revelaram possuir 500 funcionários ou mais.

Os operadores também destacaram a dificuldade de obtenção de autorização para a prestação de serviço (15,2%), a impossibilidade de uso de corredores expressos em regiões urbanas/metropolitanas (10,5%) e a restrição de acesso a centros urbanos (3,6%).

O serviço de fretamento desempenha importante papel na mobilidade das pessoas, dentro e fora das cidades – em viagens para o trabalho, escola ou lazer. De acordo com o presidente da CNT, Clésio Andrade, “o fretamento rodoviário de passageiros, além de gerar inúmeros empregos, complementa o transporte público, atendendo a diferentes necessidades de deslocamentos e sendo, também, uma importante alternativa ao transporte individual”.

Além disso, é um segmento com “grande potencial de expansão devido às transformações sociais e econômicas do país, com o aumento da movimentação de turistas e a instalação de áreas de produção mais distantes dos centros urbanos”, completa Clésio Andrade.

Porém, para que esse potencial seja aproveitado, a CNT considera que é necessário conhecer melhor o segmento e solucionar seus principais entraves. Nesse sentido, o estudo busca identificar as dificuldades operacionais, institucionais, regulatórias e de infraestrutura e propor soluções para os problemas que impedem o crescimento da atividade.

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RESULTADOS POR ESTADO

Amazonas

Minas Gerais

Paraná

Rio de Janeiro

Santa Catarina

São Paulo

Com informações da Agência CNT de Notícias