Clandestino escolar é autuado por levar 23 crianças em Kombi que tem capacidade para apenas 8

kombi_CEO motorista clandestino levava 15 crianças além da capacidade do veículo, diz PRF. Além disso, o condutor não tem curso para conduzir estudantes e não portava CNH.

A Polícia Rodoviária Federal abordou um motorista que fazia o transporte irregular de estudantes no Ceará na manhã desta quarta-feira (8). No veículo, que suporta adequadamente nove pessoas, tinha 25, sendo dois adultos e 23 crianças estudantes que se dirigiam a escola.

Segundo a PRF, o condutor do veículo não possui o curso de transporte escolar, o que é obrigatório para esse tipo de condução, e não portava a carteira nacional de habilitação no momento da abordagem, no quilômetro 70 da BR-116, na cidade de Chorozinho.

Outras irregularidades, conforme a Polícia Rodoviária, é que o motorista não utilizava o cinto de segurança, e o veículo não era adaptado para o transporte de alunos.

As infrações geraram multas que somam R$ 1.300, e o veículo ficou retido. As crianças foram transportadas até a escola em outros veículos.

As autuações foram passageiros sem cinto, veículo sem equipamentos obrigatórios, sem autorização para transporte escolar (as três graves); excesso de lotação (média); e condutor sem curso obrigatório (leve).

Assista AQUI a reportagem do G1 com o vídeo em que é mostrado o momento em que o amontoado de crianças vai descendo uma após uma do veículo.

É essa a situação a qual os pais expõem os filhos em veículos escolares clandestinos com valor de mensalidade de R$ 30 R$ 40 R$ 50, mas que são tratados como saco de batatas ou sardinhas prensadas em uma lata.

Qualquer irresponsável que queira trabalhar errado e transportar crianças como se fossem batatas ou sardinhas, pode cobrar um valor miserável desses, enquanto aquele que trabalha com a lotação correta do veículo não tem como cobrar barato pois é obrigado a dividir os custos por apenas 8 crianças no caso desse veículo Kombi, enquanto o clandestino cobra por 23 crianças.

É uma conta muito simples de fazer, pois o indivíduo além de transportar crianças como “bagulhos”, não tem gastos com habilitação dele e do veículo, nem com vistorias e por consequência também com manutenção, pois pode rodar com os parafusos caindo e os pneus ralos que não podem passar sobre um toco de cigarro aceso.

Supondo-se que esse veículo Kombi regularizado e com sua lotação normal cobre de cada criança uma mensalidade de R$ 150, o transportador regularizado terá uma renda bruta de R$ 1.200,00 (R$ 150 x 8 crianças). Agora imaginemos que o clandestino use a mesma proporção e divida a renda bruta por 23 crianças, poderá cobrar apenas R$ 52 (R$ 1.200 / 23 crianças).

Cabe aos pais escolher o transporte legalizado ou o transporte clandestino. Além da criança sofrer constrangimento e desconforto ao andar num veículo abarrotado assim, ainda existe a questão da falta de segurança, sem cintos (pois não tem como ter cintos pendurados no teto ou na lataria da lateral do carro), e a ausência de certificados e habilitação obrigatórios ao veículo e motorista.

Por Antonio Félix

Com informações do G1