Tentativa de homicídio e confusão entre motoristas clandestinos termina em apreensão de 2 vans escolares e prisão de envolvidos

Traficantes de drogas, latrocidas (quem pratica roubo seguido de morte), estes são alguns dos perfis de motoristas clandestinos que atuam no transporte escolar e que, vez ou outra, se desentendem na divisão da ‘área de atuação’.

A operação foi realizada pela 19ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) na manhã desta terça-feira (11/4) e prendeu dois envolvidos na máfia dos transportes piratas. Eles foram indiciados por tentativa de homicídio e atentado contra o transporte público.

Na operação, três vans foram apreendidas, das quais duas faziam transporte irregular de crianças, sem identificação ou autorização. Além disso, foram apreendidos cerca de R$ 5 mil em dinheiro e aparelhos celulares, produtos de roubo ou furto.

A operação iniciou-se após uma tentativa de homicídio de “vanzeiros” piratas contra um motorista do transporte irregular, no dia 28 de fevereiro deste ano.

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Um deles já havia sido preso há cerca de um ano por tráfico de drogas por policiais da mesma DP. O outro tem passagem por latrocínio (roubo seguido de morte), que estava foragido.

No ano passado, uma reportagem do portal Metrópoles revelou na série Piratas do Asfalto como funciona o transporte irregular no Distrito Federal. A reportagem mostrou que muitos dos “pirateiros” têm passagem policial por outros tipo de crime.

Os números da atividade irregular nas vias da capital do país chamam a atenção. Ônibus, vans, carros de passeio e motos sem autorização transportam cerca de 700 mil pessoas por dia. A frota da ilegalidade conta com mais de 10 mil veículos, que rendem aos pirateiros, como são chamados, pelo menos R$ 3 milhões por dia.

Desde o início do ano, a 19ª DP apreendeu, no total, 20 veículos envolvidos em transporte irregular.

Com informações do Metrópoles