Pais denunciam falta de segurança no transporte escolar de deficientes em Ribeirão Preto-SP

Moradores reclamam de falta de segurança nas vans que fazem o transporte gratuito de crianças e jovens com deficiência em Ribeirão Preto (SP). Ao todo, 450 famílias dependem do serviço para levar os filhos à escola ou a tratamento de saúde.

Ao Jornal da EPTV, a Sertran – empresa terceirizada da Prefeitura – informou que as vans foram fabricadas em 2013 e 2014, e passam por manutenção periódica. A administração municipal, por sua vez, informou que vai intensificar a fiscalização.

A dona de casa Ana Cristina Pereira Jardim diz que o filho de 8 anos já perdeu seis consultas médicas porque ela considerou arriscado deixá-lo ser transportado pela van. Ela conta que os cintos usados para prender as cadeiras de roda estão danificados.

“Um dia estávamos indo para um atendimento e mesmo [o veículo] estando em baixa velocidade, a cadeira virou. O motorista teve que parar no acostamento porque senão meu filho ia cair e bater a cabeça. Tudo isso é muito descaso”, criticou.

A dona de casa Maria das Graças Soares também depende do serviço para levar o filho diariamente à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). O menino sofre de epilepsia e, segundo a mãe, já caiu duas vezes dentro das vans porque os cintos de segurança romperam.

“A instituição pediu para eu fazer um cinto para prender ele na cadeira porque na van não tem segurança nenhuma. Eu sempre tenho receio quando ele entra [no veículo], mas eu entrego nas mãos de Deus”, afirmou.

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Um dos motoristas da Sertran, que prefere não ser identificado, reconheceu que as condições dos veículos são precárias. O funcionário afirma que, além da insegurança, as crianças ficam expostas à falta de higiene porque as vans não passam por limpeza.

“Está errado, isso não é situação para transportar uma criança. Eu trabalho há dois anos e nunca um fiscal me parou para checar a situação da van. Um dia falta combustível, no outro a van está quebrada, e fora que só duas janelinhas funcionam, as crianças chegam suadas”, diz.

A empresa Sertran, responsável pelo serviço, informou que os veículos foram fabricados em 2013 e 2014, e passam por manutenção periódica ou de emergência. Em nota, a terceirizada também alegou que não tinha conhecimento sobre os problemas nos cintos de segurança.

“O caso mostrado pela reportagem será apurado pela direção da companhia e sanado. A empresa não vai comentar, no momento, a situação dos contratos que mantém com a prefeitura”, diz o comunicado enviado ao Jornal da EPTV.

Já a Transerp, empresa responsável pelo trânsito e o transporte público em Ribeirão, informou que vai intensificar a fiscalização desses veículos.

Com informações do G1