Fiscalização só apreendeu 16 vans escolares clandestinas na cidade de SP neste ano, e nem vergonha tem de informar isso

Segundo matéria exibida pelo Bom Dia São Paulo, um total de dezesseis vans escolares já foram apreendidas neste ano na capital. Entre os principais problemas encontrados está a falta de documentação.

Na matéria, Evanaldo do Ouro – Superintendente de operações da SPTrans, afirma que a fiscalização busca retirar de circulação os veículos clandestinos e os veículos autorizados que não cumprem a legislação.

“Os veículos clandestinos são aqueles que não fizeram a inscrição, que não buscaram a realização da inspeção, não buscaram o seu cadastramento do operador e o curso de formação de condutores”, afirma.

A fiscalização acontece quando as vans estão vazias para evitar que o motorista tente fugir com as crianças dentro do veículo. “A gente quer trabalhar com segurança”, diz.

Segundo a SPTrans, até 3 de maio foram apreendidas ainda 54 lotações, 35 veículos de fretamento e 29 táxis.

Confira AQUI o vídeo com a matéria exibida no Bom Dia São Paulo.

Nota Nossa:
Considerando-se a extensão territorial da cidade e o número de veículos legalizados, em torno de 13.000 veículos escolares, podemos considerar no mínimo “tímido” esse resultado de fiscalização, para não usarmos uma palavra mais forte.

Vamos supor que existam pelo menos 10% de veículos clandestinos circulando entre os legalizados, numa projeção mínima pois os transportadores escolares reclamam que esse número é bem maior, teríamos algo em torno de 1.300 veículos escolares clandestinos.

Assim, a fiscalização que ‘supostamente’ preza pela segurança das crianças e pela correta execução dessa atividade, conseguiu apreender apenas 16 veículos escolares clandestinos, numa metrópole imensa como a cidade de São Paulo e num universo mínimo de uns 1.000 veículos escolares clandestinos.

É lamentável, para novamente não usar uma palavra mais forte, esse número apresentado. Mas, isso só respalda o alto número de reclamações dos transportadores escolares legalizados da cidade, que reclamam da ausência de fiscalização e atuação do poder público nessa questão.

Com o alto custo que os transportadores escolares legalizados suportam anualmente, tais como manutenção, vistorias, taxas, cursos etc, o mínimo que estes esperam do poder público é de que removam das ruas aqueles que atuam clandestinamente, os quais prejudicam perniciosamente a atividade com preços de mensalidades lá embaixo.

E nem é preciso lembrar que, vez ou outra quando acontece algo grave com algum veículo escolar, não há o cuidado de mencionar se este é legalizado ou não, fazendo com que motoristas clandestinos com passagens pela polícia sejam noticiados como transportadores escolares que praticaram acidentes de trânsito, crimes de roubos ou até mesmo estupros.

Com a tão propalada nova gestão de um prefeito gestor etc e tal, esperava-se uma melhor organização e maiores resultados quanto ao combate ao transporte escolar clandestino na cidade. Até o momento nada de diferente se viu nesse quesito.

Até hoje nunca foi possível entender como é tão difícil apreender veículos que diariamente circulam nos mesmos horários e nas mesmas vias em frente às escolas, os quais não são apreendidos nem mesmo quando há denúncias por parte dos transportadores escolares legalizados que atuam naquela mesma escola ou região.

Por Antonio Félix
Com informações do G1