Transportadores escolares serão investigados por áudios incitando protesto de estudantes em Alagoas

O secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa, disse em entrevista coletiva à imprensa, na tarde desta quarta-feira (7), que o protesto dos estudantes, realizado nesta manhã, em frente ao CEPA, na cidade Alagoas, é resultado do “terrorismo” gerado pelos próprios transportadores escolares.

Barbosa destaca que, ao contrário do que foi dito pelos profissionais que prestam o serviço, o Estado tem cumprido regularmente o pagamento, conforme o estabelecido em contrato.

O secretário informou ainda que teve acesso a três áudios nos quais transportadores incitam os estudantes a protestarem e transmitirem informações equivocadas sobre a situação dos contratos.

Esses áudios foram encaminhados ao Ministério Público do Estado (MPE), que deve agora apurar a autoria. O promotor Sidrack Nascimento, que estava presente à coletiva, destacou que os autores usaram de “terrorismo” para incitar os alunos e podem responder criminalmente por isso. “Esses transportadores estão sendo identificados e deverão responder a uma ação criminal por dano ao patrimônio público”, disse.

Barbosa também atribuiu o problema do transporte aos gestores municipais. Ele afirma que atualmente o serviço está 80% municipalizado em toda Alagoas. No entanto, municípios como Maceió, ainda vivem transtornos relacionados ao transporte estudantil.

Durante a coletiva, o também vice-governador, disse que a Secretaria de Educação teria elaborado um cronograma de contratos emergenciais sob o acompanhamento do MPE e da Procuradoria Geral do Estado e ao final de três meses, a Seduc realizaria o processo licitatório para contratação dos serviços. No entanto, não foi possível. O secretário decidiu renovar os contratos de forma emergencial, por mais três meses, até que o processo saia do papel.

Este teria sido o motivo do tumulto causado pelos transportadores, que não concordam com o processo licitatório.”Na realidade eles [os transportadores] têm medo de perder o contrato atual. Eles queriam seis meses a mais e como nós negamos eles fizeram fizeram isso. Talvez eles nem queiram a licitação”, garante Luciano Barbosa.

Com informações do Alagoas 24 horas