Dia das mães também é dia das mães de apego e carinho

Tem “mãe” que não é de sangue, é mãe de cuidado. Tem “mãe” que não dá à luz, mas faz de tudo para proteger. Tem “mãe” que não divide sobrenome; divide horas de convivência e zelo.

Lidiane Frantz integra um grupo de “mãezonas” emprestadas. No tempo que dedicam para trabalhar, concedem aos “pitocos” carinho pleno de quem cuida e – sem substituir o papel da mãe biológica – ajudam a ensinar.

O dia mal começa e Lidiane Carine Beckenkamp Frantz, 37 anos, dá o start para a missão “mãe emprestada”. Busca a criançada de casa em casa, ajeita os pequenos no transporte escolar e não esquece o cinto. Motora de mão cheia, a santa-cruzense e o marido Márcio Frantz recebem dos pais um desafio. “Eles ‘me entregam; seus bens mais preciosos e confiam de olhos fechados que eu vou deixá-los na porta da sala de aula.”

É nesse embalo que a “Lidi”, mais do que motorista, é uma extensão da família. Isso porque, não raro, atua também como intermediadora. “Muitas vezes a mãe, preocupada com que a mensagem chegue ao destino final, pede para eu dar um recado à profe. Depois a profe solicita que eu reforce algum detalhe com a mãe.”

Mas não é só isso. Apegada, Lidi é “toda ouvidos” às confissões dos pequenos. Segundo ela, há momentos em que eles contam sobre como foi o dia, o que fizeram na escola e, inclusive, indagam se devem contar que não foram muito bem em determina avaliação.

“Acaba que eu também sou uma conselheira.” Basta ver a intimidade que a motorista tem com os caroneiros. Lidi brinca, vibra com as conquistas e se emociona ao perceber o crescimento.

“Chega aquela hora que eles não querem mais entrar contigo de mãos dadas na sala. Aí é ter sensibilidade para deixar que se tornem independentes.” Sem, é claro, tirar os olhos.

Com informações do Portal GAZ, confira na íntegra.