Volta às aulas? Professores e demais servidores municipais de SP farão greve geral a partir do dia 4

O início do ano letivo nas escolas da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo está marcado para o dia 4 de fevereiro, porém as aulas podem não iniciar como previsto.

Em função da aprovação na Câmara Municipal nos últimos dias de 2018 (dia 27 de dezembro) do Projeto de Lei que regulamenta a reforma da previdência dos servidores municipais (PL 621/16 que virou Lei nº 17.020/18), não só os profissionais da educação como os profissionais de várias outras áreas da gestão municipal estão organizando uma greve geral unificada a ser iniciada exatamente no primeiro dia do ano letivo.

A decisão foi tomada ainda no final de 2018, na data de 26 de dezembro, quando em assembleia geral conjunta, os sindicatos do serviço público decidiram pela mobilização durante o mês de janeiro e o agendamento da data de início da greve.

Em outra assembleia mais recente, realizada em 7 de janeiro último, no auditório do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP), foi ratificado e reestruturado o calendário de mobilização em todas as regiões da cidade.

Mobilizada pelo SINDSEP (Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo), a assembleia contou, além do SEESP, com a presença de outros sindicatos e representações, como por exemplo o SINPEEM (Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) e representantes do Conselho Regional de Enfermagem e de movimentos de moradia popular.

O objetivo do encontro foi o de organizar a mobilização nas unidades do funcionalismo que não estão de férias no mês de Janeiro, como por exemplo os hospitais, UBSs, UVIS, CRAS, CEUs, Prefeituras Regionais, Secretarias, Cemitérios e demais equipamentos municipais.

Outra entidade sindical que apoia a greve é o SINESP (Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo) que também apoia seu início a partir do dia 4 de fevereiro e possui uma assembleia agendada para o dia 28 de janeiro para mobilização de seus representados.

De acordo com o calendário dos sindicatos e representações, já estão agendadas manifestações de mobilização nas seguintes datas e locais:

  • Dia 15/Jan – Maternidade Cachoeirinha, às 9h;
  • Dia 17/Jan – Hospital Alípio Correia Neto, às 8h;
  • Dia 18/Jan – Hospital Mário Degni, às 6h;
  • Dia 23/Jan – PS Lapa, às 6h30m;
  • Dia 30/Jan – Prefeitura Regional de São Miguel, às 8h; e
  • Dia 31/Jan – Hospital Pirituba, às 8h.

A intenção do movimento dos representantes dos servidores é não iniciar o ano letivo nas escolas municipais e fazer uma grande manifestação na tarde do dia 4 de fevereiro às 14h em frente à Prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, iniciando-se a partir de então o que denominam de “Greve Geral Unificada dos Servidores Municipais”.

Com informações do SINDSEP, SINPEEM e SINESP