Transporte escolar insuficiente complica alunos da rede escolar de Campinas

Os alunos chegam a ficar quase duas horas em uma van e rodam mais de 40 quilômetros só para chegar até a escola.

Os alunos da rede municipal de Campinas estão com sérios problemas em relação ao transporte oferecido pela Secretaria de Educação. Algumas crianças chegam a ficar quatro horas somente dentro do veículo. Além disso, há reclamação da falta de profissionais de Libras para estudantes deficientes auditivos.

Pela legislação, o transporte para os alunos é garantido pelo município, mas, segundo as mães, os trajetos são deficitários e os estudantes devem ficar à disposição do transporte desde as 4h40 para a aula que começa às 07h20.

O vereador Gustavo Petta (PCdoB) protocolou na última semana um requerimento pedindo informações ao prefeito sobre o transporte de alunos e alunos deficientes auditivos para a EMEF Júlio de Mesquita Filho. O requerimento foi feito após uma reunião do vereador com mães de alunos que usam o transporte.

O itinerário da van 704 percorre toda a região do Ouro Verde e leva mais de duas horas para chegar até a escola, o que é criticado pelo vereador.

“Antes tinha um veículo só para fazer a rota do Campo Grande. Agora pega aqui, depois vai para o Vida Nova, Parque Oziel. É muito tempo dentro de uma van”, afirmou Janaína Batista de Oliveira, mãe de uma aluna de dez anos.

A rota entre a casa de Janaína, no Parque Valença, na região do Campo Grande, até a escola deu 42,6 quilômetros e 1h40 de tempo no trajeto de ida até a unidade educacional.

Por serem crianças com deficiências auditivas e a concentração de matriculados nesta escola, há uma identificação na qualidade pedagógica desenvolvida nesta unidade.

“Falta também um profissional no transporte que saiba se comunicar em Libras. Hoje nem isso tem mais”, continuou a mãe.

A Secretaria Municipal de Educação informou que não houve redução no número de ônibus que transportam alunos com deficiência auditiva. Inclusive, o número de veículos aumentou de três para quatro de 2018 para 2019. Este transporte é oferecido para 89 alunos da Educação Especial de vários bairros da cidade que estudam na Júlio de Mesquita Filho, no Jardim São Vicente.

A Secretaria de Educação diz ainda que tomou conhecimento na última sexta-feira, dia 26 de abril, de uma questão específica relativa a uma linha que atende a 13 destes alunos que moram em bairros do distrito do Campo Grande. O trajeto desta linha foi impactado pelas obras do BRT. “Mas trata-se de uma questão pontual, transitória”, diz, em nota.

A secretaria planeja ainda dividir este grupo de 13 alunos em dois veículos que vão poder fazer cada qual um itinerário com menor fluxo de trânsito. “Sendo assim, estas crianças poderiam deixar suas residências um pouco mais tarde, de forma que passem menos tempo no trânsito e também consigam cumprir o horário escolar – eles têm de estar na escola às 7h”, encerra o texto.

Com informações do portal A Cidade On Campinas