Em operação especial da PRF em todo o país, mais de 30% dos veículos escolares estão irregulares

Ação ocorreu em todo o Brasil e identificou motoristas embriagados, sem habilitação para transportar estudantes e com CNH vencida. No balanço total foram 400 veículos irregulares do total de 1.200 fiscalizados.

Durante a operação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que fiscaliza o transporte escolar, um veículo foi flagrado com uma “gambiarra” em um dos cintos de segurança e até um banco completamente solto na cidade de Rio Verde, no sudeste de Goiás, mas esta operação ocorre em todo o País.

Segundo a PRF, até o início da tarde desta terça-feira (10), mais de 1,2 mil veículos foram parados em BRs de todo o Brasil para serem avaliados, dos quais 400 apresentaram irregularidades. Estes números indicam que cerca de 33% dos veículos possuem alguma irregularidade.

Entre os problemas, os policiais citam motoristas embriagados, com pneus carecas, falta de cinto de segurança, entre outros.

Durante outra fiscalização também em Goiás, uma criança que era levada denunciou um problema com o veículo. “Aqui não tem cinto não”, disse.

O inspetor Newton Morais disse que é esta a atitude que espera de todos os passageiros e pais ou responsáveis. Ele pede que todos fiquem atentos para poder garantir a segurança de todos.

“O próprio aluno percebe e ele tem que abrir a boca, ele tem que falar com o pai, ele tem que falar com a mãe. Aliás, quando isso acontece, a polícia para, aborda, autua e apreende o veículo. O que nós não podemos é permitir que essas vidas possam ser jogadas ao léu”, explicou.

Se considerado apenas o estado de Goiás o índice de reprovação é ainda maior, com mais da metade dos veículos com irregularidades (55% do total). De acordo com o inspetor foram parados 65 veículos, dos quais 36 apresentavam alguma irregularidade.

Segundo a PRF, a ação teve continuidade até a noite desta terça-feira, dia 10 de março, sendo as principais irregularidades encontradas:

  • tacógrafo inoperante;
  • veículo sem avaliação do Detran;
  • cintos de segurança e bancos improvisados ou em mal estado;
  • motoristas sem curso necessário para dirigir profissionalmente e transportar estudantes;
  • condutores com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) vencida.

Com informações do G1