CPI do transporte escolar de São Paulo é prorrogada por mais dois meses

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar eventuais irregularidades nos contratos e operação de ônibus e vans do transporte escolar no estado de São Paulo foi ampliada por mais dois meses.

A decisão foi tomada na quarta-feira, 07 de outubro, pelos membros da comissão, mas não de forma unânime.

Segundo nota da Alesp – Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o deputado Luiz Fernando T. Ferreira (PT) foi o único parlamentar presente a se manifestar contra a prorrogação dos trabalhos da CPI e criticou os excessivos pedidos de vista a processos por parte dos deputados.

“Está clara a intenção de não se investigar, inclusive com o tempo que já se perdeu para instalar a comissão, eu me declaro contrário à prorrogação”, disse.

Já o deputado Barros Munhoz (PSB) deu seu voto favorável à prorrogação, mas também se queixou da demora e dos pedidos de vistas (tempo maior para análises por parte dos parlamentares).

“Eu vou votar a favor, mas intimamente com a determinação de não se pedir mais vista. Daqui a pouco vamos passar mais dois meses pedindo vista.”

Ainda de acordo com a nota, o deputado Daniel José (Novo) concordou que a CPI tem sido pouco produtiva até agora.

“Eu concordo com as manifestações do deputado Luiz Fernando T. Ferreira e do deputado Barros Munhoz, nós já tivemos muito tempo e pouca produção até o momento. Eu voto favoravelmente, mas temos que começar a fazer essa investigação seguir em frente, caso contrário não faz sentido essa CPI existir.”, declarou.

A reunião foi realizada virtualmente sendo presidida pelo deputado Rodrigo Moraes (DEM).

Também participaram da reunião os deputados Adalberto Freitas, Mauro Bragato e Delegado Olim.

Os deputados querem ouvir o presidente da EMTU – Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos, Marco Antônio Assalve, e diretores de ensino que atuam na Grande São Paulo.

Os parlamentares receberam e apuram denúncias de diversas irregularidades tanto na prestação de serviços (que ficaram por vários meses paralisados por causa da pandemia que suspendeu as aulas) e nas contratações para operação, com suspeita de favorecimentos ilícitos.

Sobre a circulação das vans, micro-ônibus e ônibus escolares, os deputados também apuram problemas relacionados à pontualidade, frequência, conduta dos prestadores de serviços e conservação dos veículos.

A CPI foi instaurada neste ano e teve a primeira reunião em 16 de julho.

Com informações do Diário do Transporte