Vereador Véspoli duvida que prefeito Covas aprove auxílio emergencial para o transporte escolar de SP

Em artigo publicado no portal Brasil 247 em 15 de outubro, o vereador Toninho Véspoli (PSOL) faz afirmações duras e realistas sobre a possibilidade da prefeitura de São Paulo sancionar medida de auxílio emergencial aos prestadores de serviço de transporte escolar da cidade, há vários meses sem renda e prejudicados pela pandemia.

Diz o vereador: “Duvido muito que um governo que em seis meses não criou nenhuma medida de socorro emergencial à população mais vulnerável fará algo nesse momento para atender esse grupo“.

E segue afirmando…

“Chega a eleição e vemos o malabarismo retórico de alguns candidatos. Essa semana, no twitter, Bruno Covas resolveu usar o prestígio e a luta do sempre senador Eduardo Suplicy em defesa da Renda Básica para se promover eleitoralmente e se aproximar de eleitores da centro esquerda e esquerda.

Em uma mensagem postada na rede social o nosso querido senador pede que Covas avalie a aprovação da renda emergencial. O prefeito então responde dizendo que topa e marca o presidente da Câmara Municipal, perguntando se ele também topa pautar o projeto.

Eduardo Tuma responde a mensagem dizendo que vai por o projeto em debate. Que lindo diálogo, o mundo colorido do PSDB que defende os mais pobres e necessitados é maravilhoso. Morar numa cidade governada pelo tucanato é um colírio para os olhos. Só que não.

Toda essa movimentação não passa de pura hipocrisia, oportunismo e interesse eleitoreiro. E antes que seja acusado de ser contra a renda emergencial, destaco que desde o início da pandemia atuei em defesa da criação de uma renda paulistana. Propus projetos de lei (PLs 227, 291, 186/2020) que buscavam atender e proteger várias parcelas da população.

Em diversas vezes fui à tribuna aconselhar ao governo – executivo e vereadores – que se eles quiserem de fato se afastar do bolsonarismo e de suas medidas alucinadas, deveriam agir de forma diferenciada e aprovar medidas de atendimento a população mais pobre e vulnerável da cidade.

Quando o executivo planejou a distribuição do cartão merenda, apenas para alguns estudantes da rede, entrei no Ministério Público para buscar garantir esse auxílio para todos os estudantes e não apenas para alguns.

E digo mais, a manobra de Covas e do PSDB é tão eleitoreira que nem sequer o projeto de lei que cria um auxílio para os condutores do transporte escolar, aprovada em primeira votação, é votado em segunda e se for aprovado, certamente será vetado pelo chefe do executivo municipal.

Reafirmo categoricamente: sou defensor de uma renda emergencial. Se o PL do nosso sempre senador for a plenário certamente contará com meu voto favorável e o voto da bancada do PSOL. Porém, sou que nem São Tomé, quero ver pra crer.

Um governo que em seis meses não criou nenhuma medida de socorro emergencial à população mais vulnerável – muito pelo contrário, resolveu desmontar a Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa) e extinguir a Autarquia Hospitalar Municipal – duvido muito que fará algo nesse momento para atender a população mais pobre.

Renda emergencial para atender os mais pobres, SIM. Palanque eleitoreiro para as mentiras e canalhices de Covas, NÃO!“, finaliza o vereador.

Com informações do Brasil 247