Uber vai entrar também no transporte escolar, conheça o HopSkyDrive

As mudanças nas famílias, a conquista da independência da mulher e tantas outras questões que envolvem o núcleo familiar e os novos estilos de vida têm gerado novas tendências no mercado, e algumas startups estão aproveitando o momento.

Diante da correria do dia a dia nas grandes cidades, e das diversas atividades a que as crianças estão inseridas, em Los Angeles, EUA, foi criada uma startup semelhante ao Uber e Lyft, mas com um diferencial: a companhia trabalha com o transporte de crianças e adolescentes.

A HopSkyDrive, que foi fundada por mães que trabalham em tempo integral, oferece serviço de transportes para menores de idade na região de Los Angeles e do Condado de Orange, auxiliando no alívio da rotina dos pais que não têm tempo de acompanhar os filhos nas variadas atividades ao longo do dia, como levar/buscar na escola, aulas de natação, de idiomas etc.

Praticamente todos os motoristas que atendem pela companhia são mulheres com experiência com crianças, como babás, mães e professoras, o que dá maior segurança às famílias que contratam o serviço.

Além disso, a HopSkyDrive oferece outras garantias aos responsáveis, como a identificação dos condutores via impressão digital e um software que permite acompanhar a velocidade e a conduta de quem dirige.

Esse tipo de serviço tem se mostrado uma ótima fonte de sucesso financeiro. Para se ter uma dimensão, a empresa já obteve cerca de US$ 14 milhões, e sua receita tem crescido por volta de 30% ao mês.

E a HopSkyDrive não é a única no segmento: fundado em 2014, o Shuddle já arrecadou mais de US$ 12 milhões, atendendo ao mesmo público na região da Califórnia.

No Brasil ainda não há conhecimento sobre serviços de transporte voltados ao público infantil, exceto as já velhas conhecidas peruas escolares, trabalhadores autônomos e grupos de carona entre mães.

Além disso, empresas como o Uber não têm autorização para transportar crianças desacompanhadas, o que impede esse tipo de atuação. Por outro lado, é possívelo que essa demanda se torne, em breve, um diferencial para a criação de serviços voltados ao público infantil no país.

Você confiaria em deixar as crianças nas mãos de “estranhos”?

Fonte: Folha de São Paulo