Crise e falta de pagamento do governo por onibus do Caminho da Escola quase fecha a Comil

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O pedido de recuperação judicial da Comil é mais um da série no segmento de automóveis, uma decisão tomada menos de 15 dias após ter demitido 850 funcionários de sua unidade de produção em Erechim.

O pedido é mais um de uma longa lista de empresas do segmento metalmecânico que atuam no Rio Grande do Sul. A justificativa foi a crise econômica que “avassala as empresas brasileiras, especialmente o setor automobilístico”.

Conforme Gilberto Petry, presidente do Sinmetal, sindicato que une as companhias do segmento, a Comil é uma “empresa muito boa” que enfrentou problemas, como o pesado investimento feito na instalação de uma unidade em Lorena (SP) e créditos pendentes do governo federal por fornecimento de ônibus para o programa de transporte escolar.

Petry lembrou que várias marcas que atuam no setor também apresentaram pedidos de recuperação judicial desde que a crise se caracterizou no Brasil, como Guerra, Dambroz e Voges, de Caxias do Sul, e até outra de Erechim, a Intecnial, segundo o dirigente empresarial, “a melhor caldeiraria do Estado”. A Comil tem origem em uma produtora de silos de Cascavel, no Paraná, que comprou a Incasel, em leilão, em 1985.

Conforme a empresa, a crise provocou redução de 60% do mercado de ônibus. Além das 850 demissões em Erechim, a fábrica de Lorena teve as atividades encerradas por tempo indeterminado. As ações foram classificadas como “duras e traumáticas” pela companhia.

Com informações de Zero Hora