‘Tias’ do transporte escolar contam o sabor da vida diária com as crianças

tias_escolaresDe segunda a sexta-feira, Ana Lúcia Arsamendia, de 39 anos, acorda sempre com uma mesma missão: a de levar 60 crianças para a escola em três horários. Ela trabalha há 10 anos com transporte escolar, sendo quatro como monitora e os últimos seis como motorista. O que a move todos os dias? Saber que a criançada tem sempre uma história para contar.

– Apesar de fazer todo dia o mesmo trajeto, um dia nunca é igual ao outro, porque as crianças têm sempre alguma história para compartilhar comigo. Isso me encanta e não tem preço – ressalta Ana, que mora em Angra dos Reis (RJ).

Antes de se tornar motorista de transporte escolar, Ana fez cursos específicos para a profissão e comprou um automóvel adequado para o transporte das crianças. A principal preocupação dela é com a segurança dos alunos. Todas as janelas têm redutor de abertura e ela exige que as monitoras sejam pacientes e cuidadosas com as crianças.

– Durante o trajeto os alunos se divertem. Assistem a DVDs, brincam e fazem um lanche coletivo. Toda sexta-feira é o dia da pipoca. E ainda tem o dia da competição, ganha um brinde quem estoura a bola de bexiga mais rápido – explica Ana.

Quando alguma criança chora, a Ana já sabe a solução:
– Dou um pirulito e digo que tem um remedinho nele que cura tudo, e elas logo param de chorar. Faço de tudo para que a viagem seja prazerosa para as crianças e, ao mesmo tempo, dê tranquilidade aos pais.

Antes de escolher a “tia Ana” para levar a filha para a escola, a técnica em radiologia Queila das Neves quis primeiro saber sobre a segurança das crianças.

– Eu fiquei ainda mais tranquila por saber que a motorista era uma mulher. Nos dois primeiros dias, eu fui com a minha filha no transporte escolar para ela perder o medo. Agora, tem dia que vou buscá-la na escola, e ela nem quer vir comigo por causa dos amiguinhos e da tia Ana – conta Queila.

Com 23 anos de experiência como motorista de transporte escolar, Dilma Antunes conta que o que mais a encanta na profissão é o contato com as crianças, mesmo elas exagerando, às vezes, na bagunça.

– Fazer bagunça faz parte da infância, a única coisa que não tolero é a falta de educação. Elas me chamam de tia o tempo todo e, muitas vezes, me contam seus problemas e o dia a dia em casa. Eu me sinto um pouco mãe de todos eles – confessa Dilma, que tem 54 anos.

Dilma tem todo cuidado para que as crianças possam ir para a escola e voltar para a casa com segurança. E quem conta isso é a mãe de uma das alunas que vão no transporte escolar da “tia Dilma”, como é conhecida. Há um ano, a administradora Maiara Marques optou por deixar a filha de 7 anos ir para a escola de van.

– A facilidade da van é muito maior, a Dilma sempre busca e deixa a minha filha no mesmo horário, além de ser pontual, ela é muito responsável. Apesar de muito tímida, minha filha já está bem adaptada – garante Maiara.

Com informações de Extra
Anúncio publicitário de “Petrobrás de Carona com Elas”