Trabalhadores dos transportes iniciam “novembro de protestos”. Movimento realizará plenária em SP

greve_transportesOs trabalhadores dos transportes realizam no dia 8 de novembro Plenária Nacional dos Transportes, na quadra do Sindicato dos bancários, em São Paulo, em preparação para o Dia Nacional de Greve, no dia 11.

Na ocasião, sindicatos vinculados às principais centrais de trabalhadores vão definir o formato da participação da categoria nas paralisações que acontecerão pelo Brasil.

“Metroviários, ferroviários, motoristas, entre outras categorias, são fundamentais para o sucesso da mobilização, só assim podemos parar o País contra esses ataques aos direitos trabalhistas”, afirmou o metroviário Onofre Gonçalves, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

Os protestos dos trabalhadores denunciam as reformas trabalhista e previdenciária e a Proposta de Emenda Constitucional 55 que congela por 20 anos recursos para saúde, educação e assistência social. A atual PEC 55, que tramita no Senado,foi aprovada em dois turnos na Câmara dos Deputados sob o número 241.

Para Adilson Araújo, presidente da CTB nacional a plenária do dia 8 de novembro dará início a um novembro de lutas. “Os trabalhadores e trabalhadoras do setor de transporte sabem o que está em jogo caso a PEC 241, agora a PEC 55 no Senado, apelidada de PEC do Fim do Mundo; a reforma da Previdência e a Trabalhista sejam aprovadas no Congresso Nacional”, alertou o sindicalista.

Nesta quinta-feira (3), as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo divulgaram convocatória para o dia 11 de novembro enfatizando a importância da participação dos trabalhadores dos transportes.

“É fundamental a discussão e a construção da paralisação em todos os sindicatos, mas em particular com aqueles do ramo dos transportes, cujo os trabalhadores/as são responsáveis por viabilizar a chegada da maioria dos trabalhadores/as aos seus locais de trabalho”.

O debate sobre a necessidade de uma greve nacional ganha espaço entre os movimentos social e sindical. A nota das frentes reitera que o alcance das paralisações de novembro serão um recado para o governo Temer de que o povo não aceitará calado a violação de direitos e vai demonstrar a indignação através de uma paralisação nacional.

Com informações do portal Vermelho