Três mil alunos da região metropolitana de BH estão sem transporte devido atraso de pagamento por prefeitura

onibus_zmbhOs 56 ônibus escolares que fazem o transporte de estudantes das redes municipal e estadual de Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, estão parados há uma semana no pátio da empresa.

Conforme informou um gerente da empresa Bcar Transportes, que presta serviço para a Carri Transportes, responsável pelo serviço, que preferiu não ser identificado, diariamente, a frota de veículos leva, por turno, uma média de 3.000 estudantes para as escolas do município.

“Nós tentamos carregar os estudantes até o nosso limite, mas faltou dinheiro para pagar os motoristas e manter o combustível. Estamos sem receber os valores dos contratos referentes aos meses de setembro e outubro”, explicou o gerente, que não quis informar o valor dos pagamentos que estão em atrasados.

Já o dono da Carri Transportes alegou que somados os contratos atrasados chegam ao valor de R$ 1.250.000. “Já tentamos pressionar e apertar a prefeitura, mas ela alega que não tem condições de arcar com o compromisso. Segundo a prefeitura, o Estado estaria atrasando o repasse, mas, na última semana, o governo informou que realizou o repasse para as prefeituras de Minas. Não estamos entendendo o que está acontecendo”, explicou Joberth Karam.

Enquanto o pagamento não é realizado, os alunos não conseguem voltar as aulas. A operadora de telemarketing Juliana Costa, de 30 anos, que é mãe de um estudante do sétimo ano do ensino fundamental da Escola Estadual São Tomaz de Aquino, no bairro Caracóis, afirma que o filho foi afetado pela paralisação no transporte. A família mora no bairro São Pedro, que fica a cerca de 10 quilômetros de distância do colégio.

“Moro no local há 4 anos. Desde o início, meu filho depende do serviço. Mesmo estudando em escola estadual, ele usa o transporte municipal, porque a prefeitura estende o benefício para todos os estudantes que moram em área rural, independente da rede de ensino. Alguns professores que usam o benefício também estão impedidos de comparecer a escola, já que estão sem transporte”, explicou a mãe.

Para a operadora de telemarketing, os problemas começaram a surgir depois que o atual prefeito de Esmeraldas, Glacialdo Souza (PT), perdeu a disputa pela reeleição. “Antes das eleições, tinha dinheiro para tudo. Até limpeza urbana, que eu nunca tinha visto acontecer, eu presenciei sendo feita no período eleitoral. Após a derrota nas urnas, o prefeito não pagou os professores e nem o transporte dos alunos”, denunciou a mãe.

Com informações de O Tempo