Fiat Ducato deixa de ser fabricada no Brasil. Boxer e Jumper também no mesmo caminho

ducato_fogoA fabricação conjunta do Ducato e vans do grupo PSA em Sete Lagoas cessou na semana passada, levando a Iveco a demitir 300 funcionários. Fiat garante continuidade do modelo no Brasil, mas somente através de importação.

O grupo FCA (Fiat Chrysler) decidiu encerrar a joint venture com a Iveco e não mais produzir o Fiat Ducato na fábrica de Sete Lagoas, depois de 16 anos de parceria – a inauguração da linha de montagem ocorreu em novembro de 2000, com a presença de autoridades como o então presidente Fernando Henrique Cardoso.

Desde a semana passada a fabricação do Ducato no Brasil foi interrompida, levando a Iveco a demitir cerca de 300 funcionários na unidade fabril. Outros dois veículos comerciais que compartilhavam a mesma linha e plataforma com o modelo da Fiat, os ‘irmãos gêmeos’ Peugeot Boxer e Citroën Jumper do grupo PSA, também foram descontinuados, confirma a Iveco.

Além do Brasil, o Fiat Ducato é fabricado na Itália e no México. Oferecido em configurações van de passageiros e furgão, o modelo, que começou a ser vendido no país em 1998 importado da Europa, foi apenas o 15º comercial leve mais vendido neste ano, com 2,7 mil unidades comercializadas até novembro – no acumulado de 2015 foram cerca de 7 mil. No segmento de furgões, o Ducato teve desempenho superior no mês passado, ficando em segundo lugar, atrás apenas do Renault Master.

O Fiat Ducato foi lançado no Brasil em 1998, ainda importado da Europa, com motor 2.8 aspirado de 89cv, turbodiesel de 103cv e 122cv (equipado com intercooler). Em novembro de 2000 cinco das seis versões então disponíveis (exceto a Minibus, nacionalizada no ano seguinte) passaram a ser produzidas na planta da Iveco em Sete Lagoas.

A maior reformulação da linha ocorreu em abril de 2005, quando o veículo comercial passou por uma reestilização, teve a capacidade ampliada e ganhou injeção direta no motor 2.8, elevando a potência para 127cv – no mesmo ano foi lançada a terceira geração na Itália.

Em setembro de 2009 chegou o atual motor o 2.3 turbodiesel Multijet de 127cv, então com 30,7kgfm de torque. No ano seguinte foram celebrados os 10 anos de fabricação nacional com 55 mil unidades emplacadas e oito anos de liderança no segmento de furgões grandes. A linha 2013 trouxe torque ampliado para 32,6kgfm e a alterações no motor, como a aplicação do sistema de Recirculação dos Gases de Escape (EGR), para redução de emissões e consumo.

Atualmente o Fiat Ducato é vendido no mercado brasileiro nas versões Minibus Teto Alto, Multi Teto Alto, Minibus, Maxicargo 10 m³, Cargo L, Maxicargo 12 m³ e Cargo, a partir de R$ 103.350. Embora a nova geração do Ducato já tenha sido testada pela fábrica de Betim, não há previsão de chegada dela por aqui.

Veja abaixo o modelo lançado recentemente na Itália, com provável exportação para o Brasil, na forma como já ocorreu em 1998.

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Nota Nossa:
Há cerca de 6 (seis) meses que já sabíamos da informação “in off” de que haveria essa mudança na Fiat, porém seguramos a informação porquê a fonte nos informou de que a própria montadora não queria fazer nenhuma divulgação antecipada para não prejudicar as vendas.

Segundo essa mesma fonte, a maior probabilidade é a importação do modelo europeu.

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Isso já é senso comum, mas pesquisamos e constatamos que, o ponto negativo para quem possui o Ducato é que, geralmente um carro automaticamente quando sai de linha tem uma desvalorização no valor da tabela FIPE, o quê implica diretamente no seu valor de revenda.

Além disso, há uma possibilidade de que a reposição de peças fique um pouco mais cara, devido à dificuldade de encontra-las no mercado. Isso também influencia indiretamente no seu valor de revenda.

E Deus me livre de falar alguma coisa sobre padronização, normatização ABNT, acessibilidade etc etc… Essas mudanças estratégicas de montadoras não tem nada a ver com isso… Que comecem os jogos!

Por Antonio Félix
Com informações de Vrum e Exame