Enquanto falta dinheiro no TEG, serviço Atende amplia seu atendimento com credenciamento de 100 táxis acessíveis

Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, as pessoas com deficiência física com alto grau de severidade e dependência, autistas e surdocegas, terão mais facilidade e apoio para se locomover pela cidade de São Paulo.

Isto porquê foi celebrado um “termo de credenciamento” no mês de março para ampliação do Serviço de Atendimento Especial, Atende, tradicionalmente operado por vans, e que passou a ser executado também por táxis acessíveis pretos.

No total, são cem carros do modelo Chevrolet Spin, adaptados com rampas e devidamente identificados com a logomarca do Atende.

A prefeitura informa ainda que todos os taxistas, vinculados à Cooper TPA, passaram por um treinamento específico que abrange desde conceitos relacionados à deficiência até orientações sobre cuidados e a postura que devem ter com aos usuários. Nesse início de operação, todos os deslocamentos estão sendo monitorados e, os passageiros, solicitados a responder uma pesquisa na qual podem fazer comentários e avaliar o serviço após a viagem.

O atendimento, porta a porta, é prestado para clientes cadastrados e segue uma programação pré-agendada de viagens, quer seja para os atendimentos regulares, eventos aos fins de semana e viagens eventuais.

Além do atendimento regular (até seis viagens de ida e volta por semana para escola, trabalho ou tratamentos contínuos), o usuário pode agendar uma viagem eventual por mês para consulta ou exame.

Já os atendimentos aos fins de semana, focados em atividades culturais e de lazer, são agendados diretamente pelas instituições que trabalham com pessoas com deficiência.

Criado em 1996, o Atende é oferecido pela Prefeitura de São Paulo, gerenciado pela SPTrans e gratuito aos seus usuários. Além dos cem novos táxis pretos, atualmente o sistema conta com 388 vans adaptadas com elevadores.

O atendimento é disponibilizado para cerca de cinco mil usuários cadastrados e, no ano passado, foram realizadas uma média de 75.500 viagens por mês. Para usar o serviço, o usuário precisa se cadastrar nos Postos de Atendimento da SPTrans (www.sptrans.com.br).

O que soa estranho é que não se viu nenhuma notícia de reclamações de usuários deste serviço quanto à demora no seu atendimento, além do fato de não ter sofrido cortes em seu orçamento, a exemplo dos cortes que foram feitos no TEG (Transporte Escolar Gratuito).

Em época de ‘supostas’ vacas magras nas finanças da prefeitura, também é importante lembrar a suspensão da cobrança do pagamento da outorga onerosa do Táxi Preto, na qual os taxistas credenciados tinham que fazer o pagamento mensalmente à prefeitura, e que a nova gestão simplesmente suspendeu a obrigatoriedade deste pagamento em 8 de março.

Por Antonio Félix
Com informações do portal da Prefeitura de São Paulo