Após 3.º incêndio em sua frota de veículos, empresário de transporte escolar pede celeridade em investigações

Os incêndios ocorreram no final do ano passado, em abril deste ano e no último domingo (16), quando mais cinco veículos foram queimados em uma garagem da empresa.

O valor de R$ 250 mil é o prejuízo que o empresário Marco Antônio Ribeiro do Nascimento calcula após o terceiro ataque à frota de veículos dentro do pátio de sua empresa, em Itapuí (44 quilômetros de Bauru).

Ao todo, 11 conduções, entre elas ônibus e micro-ônibus, que serviam ao transporte de escolar e de trabalhadores, foram queimados de novembro do ano passado até o último domingo, data em que a terceira ocorrência de incêndio criminoso no local foi registrada.

Segundo o empresário, o fato ocorreu por volta da 1h. Cinco veículos foram destruídos pelo fogo. A família dele, que mora no terreno ao lado do pátio, havia acabado de chegar em casa.

“Se não fosse o caminhão pipa da prefeitura nos ajudar a apagar, nossa casa teria pegado fogo. Já passou de todos os limites possíveis. Isso é um atentado contra a minha vida e da minha família”, ressalta o empresário. “A cidade não tem delegado titular e as investigações não andam. Estamos com medo, já é a terceira vez que isso acontece. Alguma coisa tem que ser feita”, completa Marco.

Nesta semana, o caso foi repassado para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jaú, que apoiará a delegacia de Itapuí.

Como o pátio local dos crimes ainda não possui câmeras de vigilância, há dificuldade em chegar à autoria. “A polícia não está inerte, pelo contrário, há uma linha de investigação. A reclamação da família nos surpreende”, comentou o delegado Seccional de Jaú Ricardo Dias, que rebate a informação do empresário e diz que a Itapuí possui um delegado responsável.

À frente da DIG de Jaú, o delegado Marcelo Goes, que também já foi delegado de Itapuí, afirma que a Polícia Civil já identificou um suspeito. “A informação sobre ele chegou à polícia ontem (na terça-18), informalmente. Acredito que teremos novidades sobre o caso nos próximos dias”, resume o delegado, que pediu sigilo das investigações.

Ainda não se sabe, porém, se o tal suspeito, também pode ser o autor dos outros dois incêndios, ocorridos em novembro de 2016 e em abril deste ano no local.

Com informações de JCNet