Reajuste dos professores e demais profissionais da rede municipal de SP é aprovado em 1ª votação por unanimidade

Por 50 votos favoráveis e nenhum contrário, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou na noite desta quarta-feira (20/9), um reajuste de 3,71% no salário dos professores e outros profissionais de educação que trabalham na rede municipal de ensino.

O valor é retroativo ao mês de maio e será dividido em duas parcelas: 1º de janeiro de 2019 e 1º de novembro de 2019. Após os abonos serem pagos, o reajuste será incorporado aos salários dos profissionais que pertencem ao QPE (Quadro de Profissionais da Educação).

A aprovação em primeira discussão do Projeto de Lei (PL) 516/2017 foi encaminhada pelo vereador Cláudio Fonseca (PPS). A inclusão do PL na pauta da Sessão Plenária foi solicitada por ele na última terça-feira, durante a reunião do Colégio de Líderes. Todas as bancadas aprovaram o pleito, valorizando o trabalho dos educadores da rede municipal de ensino.

Segundo ele, a Lei, apesar de ser aplicada a todos os níveis salariais, beneficia principalmente os professores que recebem no mínimo o piso. “É o menor valor pago a um profissional docente do quadro de gestão escolar como diretores, supervisores de ensino, coordenadores pedagógicos e os apoios da educação. Nesta campanha salarial conseguimos este reajuste, que também vai ser incorporado ao restante dos profissionais”, explicou o parlamentar.

Ele ainda ressaltou que os aposentados também serão beneficiados, já que os 3,71% serão incorporados aos vencimentos.

O vereador Toninho Vespoli (PSOL), que também é da área da educação, defendeu a medida, mas disse durante a fase de discussão da matéria que os profissionais da área precisam de mais benefícios. “Eu tenho amigos que dão 62 aulas semanais em três unidades diferentes. Eles não têm final de semana e tempo suficiente para organizar aulas”, disse.

Com informações da Câmara de São Paulo