Mães fazem protesto em Campinas contra cortes no transporte acessível para o contraturno escolar

Nesta sexta-feira, dia 6, mães farão um protesto contra a decisão do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB), de cortar o transporte adaptado para atividades complementares de crianças com deficiência em Campinas. O protesto acontece às 12h30 na Avenida John Boyd Dunlop, em frente à churrascaria Tropical.

A prefeitura cortou o transporte em 26 de julho para economizar recursos e o serviço ainda não foi retomado. Mães e responsáveis por crianças com deficiência, usuárias do transporte adaptado, organizaram a manifestação. Atualmente, são 97 alunos que precisam desse serviço no contraturno e que estão há mais de 2 meses sem atendimento e sem respostas da prefeitura.

Segundo os organizadores do protesto, o transporte adaptado é fundamental para garantir acesso à educação para a criança com deficiência também no contraturno escolar, com atividades escolares complementares, além de contar com monitores especializados. A medida prejudica crianças com autismo, deficiência visual e síndrome de down.

Segundo a prefeitura, a crise e a queda da arrecadação fez com que fosse priorizada a escola em período regular e transferida para o PAI a responsabilidade do transporte em atividades de reforço, terapias e demais atividades extras em período contrário, mas as mães dos alunos relatam que o PAI não está habilitado para atender esta demanda, seja por questões jurídicas – não há previsão legal de atendimento para pessoas com deficiência motora severa – além de não contar com monitores especializados.

Ao mesmo tempo em que cortou o transporte das crianças, o prefeito aumentou o subsídio do transporte público (recursos públicos que são dados para os donos das empresas de ônibus de Campinas) em R$ 18 milhões, sendo que R$ 3 milhões foram justamente para o Programa Acessibilidade Inclusiva (PAI).

Além disso, o transporte público de Campinas é um dos mais caros do Brasil e é motivo de muitas reclamações, conforme pode ser visto em mapa sobre reclamações.

Segundo Maria Luísa de Oliveira, mãe da estudante Bruna “existem outras áreas para cortar, não precisava tirar de quem precisa”. Esta é a segunda manifestação organizada pelas mães. A primeira aconteceu na manhã do dia 7 de agosto, no Paço Municipal, e reuniu mães de diversas regiões da cidade. O objetivo é denunciar o corte do transporte adaptado. As mães esperavam ser recebidas pela prefeitura para tentar uma solução, mas o prefeito Jonas Donizette (PSB), entretanto, não as recebeu até o momento.

Com informações de Carta Campínas