CET fecha hoje ruas do Centro na ação “Sexta sem Carro” e transporte escolar continua sendo excluído

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A ação visa chamar a atenção e incentivar outros meios de transporte, bloqueando nestas vias a circulação de automóveis particulares, porém só é aberta aos ônibus, táxis e bicicletas, deixando o transporte escolar de fora.

A CET (Companhia de Engenharia e Tráfego) promove, nesta sexta-feira (27), a “Sexta sem Carro” na região central da cidade. O objetivo da ação é conscientizar a população sobre a utilização de outros meios de transporte, como estimular o uso do transporte coletivo e as pequenas viagens a pé ou de bicicleta.

A ação funcionará das 6h às 18h em algumas vias do Centro Histórico (veja no mapa acima) e permitirá a circulação apenas de ônibus, táxis e bicicletas.

De acordo com a CET, existem faixas nos locais com trânsito restrito para orientação dos motoristas e pedestres, além de monitoramento de agentes.

A “Sexta sem Carro” será repetida toda última sexta-feira do mês. O primeiro teste feito pela companhia foi realizado no Dia Mundial sem Carro, em 22 de setembro. Devido ao bom resultado, terá uma ação permanente na atual gestão.

A iniciativa busca incentivar o debate sobre o transporte, além de propor soluções como o uso de carona compartilhada entre amigos, diminuindo o número de veículos na ruas. A ação também pretende estimular o uso de transporte coletivo, a locomoção por meio de bicicleta ou até mesmo em pequenas viagens a pé.

Se um dos motivos principais da ação é estimular o uso de transporte coletivo ou outras formas de mobilidade, não há nenhuma justificativa plausível que explique o porquê dos veículos escolares serem impedidos de circular junto aos ônibus, e especialmente os táxis.

Que mundo é esse em que um veículo táxi é considerado como de maior utilidade pública ou de maior promoção de mobilidade urbana do que um veículo escolar?

Além desta interdição interferir no acesso às escolas da região central, o que mais causa estranheza é a exclusão que é feita sobre o transporte escolar como política de mobilidade urbana.

Por Antonio Félix

Com informações da CET