Atenção, professores e transporte escolar: Governo Temer quer liberar até 40% do ensino médio a distância

O governo federal quer liberar até 40% da carga horária total do ensino médio para ser realiza à distância, e para a educação de jovens e adultos a proposta é permitir que 100% do curso seja fora da escola.

A reforma do ensino médio, aprovada em 2017, abriu uma brecha ao ensino online, possibilidade vetada anteriormente.

Uma nova resolução que atualiza as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio prevê essa regulamentação da carga horária.

O texto já teve uma primeira discussão no CNE (Conselho Nacional de Educação), e após a definição das diretrizes caberá a cada rede pública ou escola privada regulamentar formatos e ferramentas do ensino.

As regras debatidas autorizam que qualquer conteúdo escolar previsto no currículo possa ser dado à distância. Se aprovado, os alunos poderiam ter dois dias de aulas por semana fora da sala.

Os defensores da proposta no CNE dizem que ela visa permitir a experimentação de novos recursos na educação. Especialistas tem a precarização do ensino nas redes públicas, que concentram 88$ das matrículas da etapa.

A lei de reforma do ensino médio estipulou que 60% da carga horária contemple conteúdos comuns, a partir do que constar na Base Nacional Comum Curricular para a etapa, que está no Ministério da Educação e deve ser apresentada ao CNE ainda neste mês de março.

Para os 40% de carga restante, os alunos escolheriam entre cinco opções (se houver oferta): linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas ou ensino técnico. Com as regras em discussão no conselho, toda a área flexível poderia ser feita à distância.

A oferta dessas linhas de aprofundamento é um dos principais desafios para que a reforma saia do papel. Mais da metade dos municípios do país só tem uma escola de ensino médio, dificultando a oferta de cinco opções para os estudantes.

O aval para que até 40% da carga horária seja realizada à distância abriria margem também para atender situações de falta de professores.

A minuta das novas diretrizes curriculares foi apresentada no CNE no dia 06 de março pelo presidente do conselho, Eduardo Deschamps, e pelo diretor do Senai, Rafael Lucchesi, relator da proposta.

Com informações da Folha de S.Paulo