Professores e demais servidores municipais de SP decidem manter a greve até que Dória retire reforma da Previdência

Servidores públicos municipais de São Paulo fizeram novo protesto na tarde desta terça-feira (20) contra o projeto de lei que aumenta a contribuição previdenciária da categoria.

O ato começou no início da tarde em frente à Câmara Municipal, e a expectativa era que os manifestantes seguissem por ruas do Centro da capital paulista.

Durante o ato, os professores municipais decidiram manter a greve iniciada em 8 de março.

Na semana passada, ato na Câmara terminou em confusão. Ao menos seis pessoas ficaram feridas. Houve tumulto no interior da Casa, durante audiência pública. Do lado de fora, manifestantes tentaram invadir na Câmara e acabaram alvo de bombas de gás lacrimogêneo. GCM e Polícia Militar entraram em confronto com os manifestantes.

Os ato são contra a reforma da Previdência de servidores municipais. De autoria da gestão de João Doria (PSDB), o projeto de lei pretende, entre outros pontos, aumentar a alíquota básica de contribuição previdenciária de 11% para 14%. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara na última quarta-feira (14).

A Câmara de Vereadores de São Paulo decidiu não colocar em pauta nesta semana o projeto de lei do Executivo que prevê o aumento da contribuição previdenciária, conforme anúncio feito no início da tarde desta terça-feira (20) pelo presidente da Câmara, vereador Milton Leite (DEM), e pelo líder da gestão Dória no Legislativo, João Jorge (PSDB), durante reunião do colégio de líderes.

Do lado de fora da Câmara, professores e outros servidores protestaram com carro de som, faixas, barracas e cartazes pela retirada total do projeto. Em assembleia realizada pelo lado de fora da Câmara, professores municipais aprovaram a continuidade da greve.

Além da continuidade da greve, os professores e demais servidores municipais farão uma manifestação em frente à prefeitura na quinta-feira, dia 22, e outro ato na Avenida Paulista na sexta, dia 23.

Na noite de segunda-feira (19), os médicos decidiram aderir à greve. A paralisação foi decidida por unanimidade em assembleia realizada na sede do Simesp (Sindicato dos Médicos de São Paulo) e será por tempo indeterminado, até que seja arquivado o projeto de lei.

Segundo informações da CBN, a greve de professores afeta 93% das escolas municipais de SP. Uma parte das escolas sequer abriu os portões, e outras têm funcionamento parcial. Alguns pais e estudantes dizem que foram pegos de surpresa em algumas unidades, porque tinham recebido a informação de que as aulas seriam retomadas nesta terça-feira.

Com informações do UOL, G1, CBN e R7