Pais e alunos reclamam de corte de transporte escolar em cidades da Grande SP. Medida imita os cortes de Dória na capital

Pais e alunos de escolas públicas das cidades de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, na Grande São Paulo, reclamam do corte do transporte escolar gratuito aos estudantes.

Em Mauá, pais e alunos foram nesta terça-feira (27) até a diretoria regional de ensino, cobrar a volta do transporte escolar gratuito.

Eles dizem que a Secretaria Estadual de Educação cortou o transporte de quase mil alunos nas cidades de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Segundo o Estado, o serviço foi suspenso para quem mora a menos de 2 km da escola e não enfrenta barreira nenhuma pelo caminho.

Mas as dificuldades que as crianças enfrentam para chegar às aulas são muitas. Os alunos andam até pelo meio do mato e em meio aos carros´.

A Secretaria da Educação diz que transporta diariamente 6 mil alunos nas três cidades, segundo a legislação. A pasta diz ainda que vai avaliar os casos de necessidade de transporte.

Quarenta minutos é o tempo que a autônoma Cheila Almeida, 27 anos, demora para levar o filho de 10 anos de casa até a EE Giuseppe Pisoni, em Rio Grande da Serra, a pé. A família integra lista de 2.227 prejudicadas pelo cancelamento do transporte escolar pela Secretaria Estadual da Educação desde o início do ano letivo em quatro cidades: Santo André, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

Responsável pela comissão de pais, Romildo Aparecido de Souza ressalta que, por morarem em áreas de barreira física, os estudantes têm o direito de transporte escolar. “O governo ignora a lei que assegura o direito dos alunos de receber o transporte escolar gratuito”, diz.

Por meio de nota, a Secretaria de Educação do Estado informou que são transportadas diariamente 6.600 crianças, seguindo enquadramento de legislações federais (8.069/1990 e 9.394/1996) e da resolução 27/2011 todos os dias na área. A definição para o transporte acontece por meio de sistema de georreferenciamento. Ainda assim, a diretoria de ensino avaliará cada caso e, se houverem barreiras físicas, o transporte poderá ser restabelecido.

Com informações do G1 e Diário do Grande ABC