Motorista de van escolar deixa bilhete após bater em moto parada em SP e post viraliza: ‘Me liga’

Um acidente de trânsito considerado comum para muitos virou um caso de bom exemplo em Santos, no litoral paulista. Preocupado com uma moto que havia acabado de prejudicar em uma colisão durante manobra, o motorista de uma van escolar deixou um bilhete com o próprio contato no veículo atingido. 

A atitude nobre ganhou grande repercussão nas redes sociais e acabou viralizando no dia 3 de setembro.

Morador de Guarujá, o motociclista Marcos Garcia, de 35 anos, vai para Santos, cidade em que trabalha, todos os dias. “Deixo a moto estacionada e vou andando, pois trabalho em uma área no Porto. Nesse dia, quando voltei do serviço, tive a surpresa”, conta Garcia, que em outras situações, já teve peças furtadas da moto no mesmo local onde ela estava durante a batida.

“Já roubaram até o cabo da embreagem. Mas, quando vi o farol pendurado, já pensei no grande prejuízo que teria, além do dia de trabalho que eu perderia para resolver esse problema. Foi quando cheguei mais perto da moto e vi o bilhete”, diz ele.

Em um pedaço de folha de caderno, o motorista de van escolar Paulino Cândido, de 59 anos, não só confessou a batida, como também se colocou à disposição de Garcia. “Eu estava trabalhando, vi que errei, mas fiz questão de me identificar”, explica.

Cândido deixou o número de telefone no qual Garcia entrou em contato, e foi orientado a ir em uma oficina de confiança do condutor escolar. “Lá não tinha peças para a minha moto. Foi quando ele me disse para comprá-las em outra loja e levar o recibo para ele me ressarcir. Ele me pagou certinho”, explica.

Depois de tudo resolvido, restou para o motociclista agradecer. “A primeira reação foi de surpresa. A gente vê tanta coisa ruim por aí. Se divulgarmos o bem, talvez isso vire uma influência para outras pessoas. Ainda há gente boa no mundo”, diz.

Já o condutor escolar Cândido ficou feliz com a gratidão da pessoa que mal conhece, embora ache tudo normal. “Fui criado assim. É uma questão de educação. Tem gente que bate, vai embora, vira para trás e ri. Fico feliz que sirva de exemplo. Se acontecer de novo eu repetiria a atitude. Mas tomara que não aconteça”, finaliza.

Com informações do G1 Santos