Brasil tem média de 36 crianças acidentadas por dia, a maioria pedestres e 70% delas com invalidez permanente

O Dia das Crianças, comemorado neste sábado (12), celebra o direito dos pequenos e dos adolescentes, de forma a conscientizar sobre os cuidados necessários nesta etapa da vida. Neste sentido, a data também é uma oportunidade para educar e refletir sobre os acidentes de trânsito envolvendo menores.

Segundo a ONG Criança Segura, o deslocamento de automotores é a principal causa de ocorrências fatais entre crianças de 0 a 14 anos. Os números do Seguro DPVAT refletem esta realidade.

Até setembro deste ano, 9.865 crianças e adolescentes de 0 a 17 anos foram indenizados em função de ocorrências durante o tráfego de veículos em todo o país, ou seja, uma média de 36 vítimas por dia.

Os dados ainda mostram que a maioria ficou com algum tipo de sequela permanente após o acidente: cerca de 70% (ou 6.933) das indenizações foram pagas por invalidez.

A cobertura de reembolso de despesas médicas e suplementares foi a que registrou o segundo maior número de pagamentos de indenização. De janeiro a setembro, foram 1.471 sinistros. E mais 1.461 casos de indenizações pagas por mortes no trânsito.

Além do elevado número de crianças e adolescentes que ficam com alguma invalidez permanente, os dados chamam atenção para um alto índice de atropelamentos, já que a maioria dos acidentados estava na condição de pedestre no momento do sinistro, concentrando 58% dos pagamentos.

Ainda assim, as estatísticas envolvendo passageiros são elevadas. As crianças que estavam dentro do veículo durante a ocorrência concentraram cerca de 42% das indenizações pagas. O percentual indica um quantitativo de 4.125 pagamentos para a faixa etária.

As estatísticas por tipo de veículo mostram que as motocicletas são as principais responsáveis pelos acidentes. De janeiro a setembro, foram pagas mais de 5 mil indenizações por ocorrências envolvendo o veículo de duas rodas.

Os automóveis ocupam a segunda posição, concentrando 3.461 sinistros. Os caminhões e pick-ups aparecem na sequência, com 572 pagamentos. Já os ônibus, micro-ônibus e vans, e os ciclomotores apresentam 345 e 49 seguros, respectivamente.

Entre os estados com mais sinistros pagos, Minas Gerais se destaca, com mais de mil indenizações pagas a crianças envolvidas em acidentes de trânsito. Na sequência, estão São Paulo (985), Ceará (717), Paraná (626) e Maranhão (588). Distrito Federal (47), Acre (45) e Amapá (23), no entanto, registraram as estatísticas mais baixas.

Para mudar esta realidade, os especialistas ressaltam os cuidados necessários quando há crianças nos veículos. “Quando o assunto é trânsito, a atenção é fundamental, principalmente quando há menores envolvidos. É importante lembrar que a cadeirinha, o cinto de segurança e o capacete, no caso das motos, são itens obrigatórios”, explica Arthur Froes, superintendente de Operações da Seguradora Líder.

Arthur ainda destaca a realidade dos pedestres. Para ele, os motoristas também têm papel fundamental para alterar as estatísticas. “É necessário ter uma conduta prudente ao volante, respeitando a sinalização e o limite de velocidade, principalmente em áreas escolares e residenciais. Além disso, é importante que as crianças estejam acompanhadas dos pais ao atravessar as ruas, além de sempre utilizar as faixas de pedestre”, finaliza o superintendente.

NOTA NOSSA:
Pelos dados apurados, constata-se que os micro-ônibus e vans são os veículos com menor número de casos na estatística apurada, e neles estão incluídos os veículos de transporte escolar.

Da mesma forma, considerando-se que 58% dos casos ocorreram com crianças na condição de pedestres, percebe-se que o fato delas estarem dentro de um veículo propicia-lhes menor risco de sofrer algum tipo de acidente.

E ainda, a estatística aponta que as motocicletas causaram mais da metade dos acidentes, e que os veículos de passeio (automotores) foram responsáveis por 35% dos casos, enquanto que os veículos do tipo ônibus, micro-ônibus e vans foram responsáveis por apenas 3,5% dos casos.

Ressalte que os dados mostrados não consideram em sua totalidade a criança como passageira do veículo, mas como o tipo de veículo causador de acidente, seja a criança na condição de pedestre na via seja como passageira do veículo.

Portanto, é possível constatar que além da criança estar mais protegida como passageira neste tipo de veículo (ônibus, micro-ônibus e vans), estes também são menos causadores de acidentes nas vias, o que ocorre devido à formação do seu condutor.

Tomando as palavras do próprio superintendente de operações da seguradora Líder: “os motoristas também têm papel fundamental para alterar as estatísticas. É necessário ter uma conduta prudente ao volante, respeitando a sinalização e o limite de velocidade, principalmente em áreas escolares e residenciais”.

Não é difícil se concluir que, pela sua formação específica para o transporte de crianças e sua conduta no trânsito, os motoristas de veículos de transporte escolar estão entre os maiores colaboradores no combate à violência no trânsito provocada contra crianças, sejam estas crianças na condição de pedestres nas vias seja como passageiras do veículo.

Sobre o Seguro DPVAT

O DPVAT é um seguro obrigatório de caráter social que protege os mais de 210 milhões de brasileiros em casos de acidentes de trânsito, sem apuração da culpa. Ele pode ser destinado a qualquer cidadão acidentado em território nacional, seja motorista, passageiro ou pedestre, e oferece três tipos de coberturas: morte (valor de R$ 13.500), invalidez permanente (de R$ 135 a R$ 13.500) e reembolso de despesas médicas e suplementares (até R$ 2.700). A proteção é assegurada por um período de até 3 anos.

Sobre a Seguradora Líder-DPVAT

Em operação desde janeiro de 2008, a Seguradora Líder-DPVAT é uma seguradora privada responsável pela administração do Seguro DPVAT no Brasil. A seguradora se tornou uma das principais fontes para dados relacionados a acidentes de trânsito. No site www.seguradoralider.com.br estão disponíveis para o cidadão diversas informações sobre o Seguro DPVAT e estatísticas.

Com informações da Seguradora Líder e ONG Criança Segura