Prefeitura de SP decide nesta semana se mantém volta com aulas presenciais a partir de fevereiro

A prefeitura de São Paulo deve decidir nesta semana se a cidade vai ou não voltar com aulas presenciais a partir do mês que vem. As informações são da repórter Bruna Barboza, da Rádio Bandeirantes.

Para isso, o prefeito Bruno Covas (PSDB) aguarda o resultado de mais um inquérito sorológico feito com estudantes de 4 a 14 anos.

O estudo será decisivo, já que é capaz de apontar quantos alunos já tiveram contato com o coronavírus e, portanto, indica como está a defesa da população em relação à doença.

Este é o quinto inquérito feito pela prefeitura. O último, divulgado em outubro, mostrou que mais de 236 mil alunos já têm anticorpos.

A prevalência em crianças e adolescentes da rede pública foi maior do que a particular: de 17,6% para 12,6.

A orientação do governo estadual é para que as aulas sejam retomadas de forma presencial e obrigatória. Já está no ar, inclusive, um sistema eletrônico da Secretaria de Educação para monitorar casos suspeitos e confirmados de alunos e funcionários.

Apesar da recomendação, a capital prefere aguardar o resultado do inquérito sorológico, explica o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido.

Em setembro do ano passado, quase 3 mil instituições de ensino em todo o Estado de São Paulo retomaram atividades presenciais.

Segundo a secretaria da Educação, nenhum caso de transmissão foi registrado – o que permite dizer que, pelo menos por enquanto, está afastada a possibilidade de adiamento da volta às aulas.

Sob pressão de pais e donos de escolas, a secretaria da Educação de São Paulo discute as condições para a retomada obrigatória das aulas no Estado e deve optar por um rodízio dos alunos em um primeiro momento. Estudantes, professores e funcionários com atestado médico poderiam continuar em casa.

A organização Todos Pela Educação entende que o impacto do fechamento das escolas afeta o desenvolvimento da aprendizagem, expondo às crianças à insegurança alimentar, violência e comprometendo a saúde mental. A presidente executiva da entidade, Priscila Cruz, lembra que a população de baixa renda é a que mais sofre. “Os efeitos para os alunos foram brutais e com agravante, com uma inoperância muito grande do governo federal.”

O Todos Pela Educação listou 25 medidas para orientar a retomada do ensino presencial, como a identificação de alunos que não retornaram, a criação de um plano de retomada curricular e o afastamento total dos professores do grupo de risco.

O secretário de Educação, Rossieli Soares, afirma que a volta às aulas em São Paulo será regionalizada. “Durante o mês de dezembro agora, a gente reviu essas regras, regionalizamos, não há mais essa história do estado inteiro ter que estar no amarelo, porque uma região isolada todo o resto do estado. Agora é regionalizado, se ela estiver naquela bandeira volta naquela proporção. Se a cidade de São Paulo permanecer no amarelo poderá ter até 70% dos estudantes, se vier para o laranja passa a ser até 35%”, afirma. O Todos pela Educação ainda pede que funcionários das escolas sejam colocados como prioridade na vacinação.

Com informações de Rádio Bandeirantes e Jovem Pan