Será difícil encontrar transporte escolar disponível no retorno das aulas presenciais em BH

Transportadores escolares, parados desde o fim de março de 2020, somam prejuízos e dificuldades e tentam multiplicar a esperança neste início de 2021.

O presidente do Sindicato dos Transportadores Escolares em Minas Gerais (SINTESC/MG), Carlos Eduardo Campos, diz que mais da metade da categoria já tenta outras profissões, desde motorista de aplicativo, até bicos como pedreiro e bombeiro hidráulico.

O dirigente do sindicato acredita que este contingente não retoma as atividades e prevê, inclusive, falta de mão de obra quando os serviços forem normalizados.

“A gente tem observado que não está havendo a procura pela contratação do serviço de transporte escolar, até porque não há uma certeza de que as aulas voltarão em fevereiro, março ou só após a vacina”, diz.

“Está todo mundo muito apreensivo com isso. No setor, hoje, resta apenas 50% do segmento. Muitos trabalhadores abandonaram a atividade, estão trabalhando em outro setor e aqueles que permaneceram estão sobrevivendo como podem. Cada um vai buscando uma alternativa para sobreviver, são 10 meses sem salário”, reitera.

Campos diz acreditar que as aulas devam voltam apenas com o calendário de vacinação contra a covid-19. No entanto, para ele, a situação é preocupante visto a “confusão” do governo federal em relação à aquisição de vacinas. “Eu não creio que a gente tenha uma normalidade antes disso”, afirma.

“Creio que os pais não vão encontrar muitos operadores que estavam trabalhando antes da pandemia. Muita gente parou, mais de 50% do segmento já não está mais exercendo a atividade e, de fato, vai haver aí uma dificuldade para encontrar transportadores escolares”, lamenta.

Com informações do portal Itatiaia