Aulas presenciais com 50% dos alunos, 3h diárias e kit de máscaras em Campinas a partir de 8/Fev

A Secretaria de Educação de Campinas (SP) planeja retomar as aulas presenciais da rede municipal no início do ano letivo, em 8 de fevereiro, com um protocolo de distanciamento mínimo de 1,5 metro entre carteiras, capacidade de 50% por sala de aula, redução da permanência para três horas diárias e entrega de kit de máscaras para cada estudante, entre outras medidas.

O planejamento foi detalhado pelo secretário de Educação, José Tadeu Jorge, em entrevista ao G1. Segundo ele, todas as 207 escolas estão passando por uma avaliação sobre a viabilidade estrutural para receberem o protocolo definido. Cerca de metade já foi checada e todas apresentam condições.

Sobre o retorno em meio à pandemia do novo coronavírus, Tadeu Jorge afirma que o planejamento pode ser alterado de acordo com a evolução, mas defende que as unidades escolares são seguras desde que haja cumprimento das medidas sanitárias.

“Todos os levantamentos, as análises, as pesquisas científicas apontam que o ambiente escolar é um ambiente seguro desde que todas as indicações de precaução com a pandemia sejam tomadas. Então nesse momento nós estamos checando escola por escola”, afirma o secretário.

A previsão do dia 8 de fevereiro vale para estudantes de pré-escola (4 e 6 anos), ensino fundamental e do Ensino de Jovens e Adultos (EJA) da rede municipal. Tadeu Jorge explicou que as creches têm outra complexidade e não estão incluídas nesta programação. Com isso, o secretário estima que entre 40 e 45 mil estudantes devem voltar às aulas.

“As creches nós ainda estamos fazendo uma verificação de quando poderão retornar. Então nesse nosso pensamento, nós ainda não temos uma data determinada pra creches, de crianças até 3 anos. Porque aí tem especificidades bem maiores e que a gente está cuidadosamente verificando”, explicou.

A ideia é dividir cada turma em dois grupos e revezar semanalmente, no que o secretário chamou de “sistema misto”. Em uma semana, um grupo teria aula presencial nas salas, enquanto o outro faria atividades remotas, como tarefas e exercícios. Na semana seguinte, a situação será invertida.

O tempo de permanência em aula vai ser reduzido de 5 horas para 3 horas diárias, prevê o secretário. A medida vai ajudar na higienização das unidades entre um turno e outro, já que essa limpeza vai ser intensificada.

Todos os estudantes devem usar máscaras e fazer a higienização das mãos adequada. Para isso, a secretaria vai entregar um kit com quatro máscaras reutilizáveis para cada aluno. Já para os professores, o kit terá máscaras reutilizáveis e equipamentos face shield.

Tadeu Jorge afirma que as famílias que não se sentirem seguras podem manter os estudantes em sistema remoto, similar ao que ocorreu em 2020. Além disso, o secretário afirmou que, neste momento, é pessoalmente contra a obrigatoriedade do retorno. “Talvez, com a evolução dos acontecimentos, eu possa, com outros dados, passar a defender porque criança na escola é obrigatória”.

“A decisão é da família. Se a família entender que não deve mandar a criança para escola, é uma opção que tem todo o direito que tem de ter, em sintonia com o Plano São Paulo”, diz o secretário.

Com informações do G1 Campinas e Região