Secretário de SP pressiona municípios por volta às aulas em 01-Fev. Se precisar vamos à justiça, diz

O secretário estadual da Educação de São Paulo, Rossieli Soares, pressionou hoje municípios que não pretendem seguir a decisão do governo paulista de retomar as aulas presenciais em 1º de fevereiro na rede estadual de ensino. Rossieli disse que o estado está “pronto” para o retorno e ameaçou judicializar a questão caso os prefeitos não apresentem uma “justificativa epidemiológica” para não reabrir as escolas.

“Defendo a posição clara de que a educação deve ser prioridade. Para a escola ser fechada, precisa ter decreto da autoridade municipal dizendo que vai fechar. Silêncio ou vídeo da internet não fecha. Precisa da justificativa epidemiológica.” Rossieli Soares, secretário estadual da Educação”, diz o secretário.

Rossieli se referia diretamente à decisão de cidades do Grande ABC, que realizaram uma assembleia entre os prefeitos das sete cidades da região hoje e determinaram a retomada de aulas presenciais para 18 de fevereiro na rede privada e 1º de março na rede pública. Os municípios tomaram a decisão com base no cronograma estadual de vacinação contra a covid-19.

“Dizer que vai esperar vacina não é justificativa epidemiológica. Se não teriam que fechar todos demais setores essenciais. Se necessário vamos judicializar. Por que autorizaram iniciativa privada e não pública? Qual é a justificativa? Parece que não estão prontos, enquanto nós estamos prontos para o retorno”, disse Rossieli, em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista.

O secretário ainda esclareceu que, no esquema de rodízio, que vai ser adotado pelo governo estadual na retomada nas aulas, a intenção é de que todos os matriculados sejam recebidos nas unidades de ensino. Ele também anunciou investimento na compra de computadores e de tecnologia para as escolas.

“O retorno é de até 35% no dia, mas é 100% no rodízio. É para voltar todos os estudantes. O aluno vai uma ou duas vezes [por semana à escola], entrega e recebe materiais para continuar no centro de mídias ou na TV. Nas duas primeiras semanas, mesmo naquela de qualquer cor [de bandeira do Plano SP], vamos voltar com no máximo um terço, porque vamos focar no acolhimento, na formação dos estudantes para que aprendam comportamento. Nas últimas duas semanas de fevereiro vai para percentuais de acordo com a classificação das cores”, afirmou.

Com informações do UOL