Nem todas as escolas da rede pública municipal de SP irão reabrir na segunda-feira, dia 15

Escolas que ainda estiverem em obras, com problemas estruturais ou falta de funcionários não serão abertas em São Paulo no próximo dia 15, segundo o secretário municipal de Educação, Fernando Padula.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, ele disse que a pasta terá até sexta-feira (12) um levantamento completo de quais unidades estão sem condições adequadas para o retorno presencial.

Nesta segunda (8), as aulas foram retomadas na rede estadual paulista, com a reabertura de 64 escolas com obras ainda em andamento. Além de ter registrado a volta do funcionamento em ao menos 49 unidades com número insuficiente de faxineiros e em 177 sem merendeiras.

O secretário disse que gostaria de assegurar condições adequadas em todas as escolas, mas diz que, pelo tamanho da rede, com cerca de 1 milhão de alunos e 4.000 escolas, é difícil ter o controle de todas as situações.

“A volta às aulas não deve ser uma queda de braço, não temos que abrir escola de qualquer jeito. Se não tiver condições, a orientação da secretaria é para que a unidade permaneça fechada, seja identificado o problema e dado o encaminhamento correto”, afirmou.

Padula assumiu o cargo há pouco mais de um mês e diz que tem mantido estreito diálogo com professores e sindicatos para entender os medos e inseguranças em relação a volta às aulas.
“É natural que tenham insegurança e medo. O processo, de ganhar a confiança das pessoas, vai acontecer aos poucos conforme elas forem vendo e conhecendo os protocolos.”

Entre as principais preocupações do município na área da educação estão os 10% de alunos da rede que não conseguiram acompanhar nenhuma atividade letiva no ano passado. Segundo Padula, esses estudantes terão atendimento prioritário no retorno presencial e em outras ações, como a entrega de tablets.

Com informações da FolhaPress