Transporte escolar ‘não se sustenta’ com retorno parcial das aulas em MG

A liberação do retorno às aulas presenciais em Minas Gerais com restrições e protocolos é insuficiente para os motoristas do transporte escolar. Como os alunos vão menos vezes por semana às instituições de ensino e em menor quantidade, a operação fica praticamente inviável, conforme o representante do sindicato da categoria, Carlos Eduardo Campos.

“Impossível a retomada nesta lógica de bolha, de flexibilidade, de protocolo, O transporte escolar não se sustenta”, afirmou. “Não dá para você pegar o custo de uma van, que gira em torno de R$ 8 mil ao mês, e dividir pelo número reduzido de alunos”, detalha.

De acordo com ele, a menor quantidade de alunos em uma menor frequência “aumentaria e muito o valor das mensalidades” do transporte escolar. “Os pais não têm condição de pagar mais do que pagavam antes da pandemia”, considera.

“A conta não fecha. Isso inviabiliza o serviço de transporte escolar enquanto não houver a plenitude da volta às aulas, a vacinação [contra a covid-19] em massa da população e o retorno das atividades dentro da normalidade”, pontua.

Conforme Campos, mais da metade dos motoristas do transporte escolar deixaram a profissão. “O setor de transporte escolar ficou completamente abandonado pelo poder público. Não recebemos financiamento do governo do estado nem do governo federal. Não entramos no programa de auxílio emergencial”, completa.

Com informações do portal Itatiaia