Cidade que mais gasta com transporte escolar no Paraná vai cortar valor pela metade em 2022

Campo Largo, município situado na região metropolitana de Curitiba, é hoje o que mais gasta com transporte escolar no Paraná, cerca de R$ 10 milhões por ano. A partir de 2022, somente R$ 5 milhões estarão disponíveis para a Educação Municipal.

A constatação se deu quando pais de alunos do Colégio Estadual Dom Pedro II entraram em contato com o jornal Folha de Campo Largo para contar que as linhas de transporte escolar, que hoje são oferecidas aos alunos que estudam na instituição, a partir de 2022 não serão mais ofertadas. O jornal procurou o prefeito Maurício Rivabem que explicou sobre o projeto de remanejamento do transporte escolar que acontecerá a partir do ano que vem.

O prefeito explicou que atualmente a cidade gasta aproximadamente R$ 10 milhões em transporte escolar por ano, sendo o município que mais gasta nesta área. “Mais que Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu. Agora, motivados pelo contrato, nós tivemos que dar o reajuste, o reequilíbrio contratual, cerca de 8%, então vamos passar para quase R$ 11 milhões, fora os outros adendos que podem ocorrer. Isso para transportar alunos do Estado e do Município.”

Reitera o prefeito que esse é um dinheiro bem aplicado, mas explica que a lei obriga oferecer o transporte escolar para alunos que moram a mais de dois quilômetros da escola, feito por meio dos próprios pais, que oferecem os endereços no momento da matrícula.

“O que acontece em Campo Largo, e que já acontece há muitas décadas, infelizmente, é um preconceito com determinadas escolas. A questão do direito da escola em hipótese alguma será mexida, porque é algo adquirido. Ninguém vai inviabilizar que o estudante continue estudando em determinada instituição. Contudo, esse transporte que existe hoje, de bairros distantes onde tem escolas e colégios, com muitas vezes os mesmos professores, ou professores que tiveram a mesma formação, nós não vamos mais custear esse transporte para alunos que moram próximo dessas instituições”, enfatiza.

O transporte escolar da região rural será mantido. “Locais onde há dificuldade de ônibus, estradas perigosas para que os alunos transitem, o município irá arcar evidentemente. Outro exemplo é o Cercadinho, que não há mais colégio estadual, então nós iremos transportar esses alunos até a instituição mais próxima, em conversa com o Estado e o georreferenciamento”, reforça.

Segundo a administração municipal, somente em um estudo preliminar feito em parceria com o Estado, o município economiza cerca de R$ 5 milhões de reais, que retorna para a própria Educação Municipal, não é redistribuído entre as pastas.

Com informações da Folha de Campo Largo