Procura por transporte escolar já registra alta de 30% em Jundiaí

Com o retorno das aulas presenciais e o início do ano letivo de 2022, a procura por serviços de transporte escolar e universitário teve alta de 30% nos últimos cinco meses mesmo com reajuste da mensalidade na casa dos 15%.

Com o preço do combustível elevado, os condutores precisaram reajustar o valor dos serviços. De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Escolares de Jundiaí e Região (Sintrejur), Moacir Biazim, este reajuste deve ser de aproximadamente 30%.

“Muitos precisam aumentar os preços para não ter perdas, principalmente depois de tanto tempo parados e com o aumento recorrente do combustível, é uma situação inevitável”, diz o presidente.

Mesmo com os preços elevados, Biazim afirma que a procura está sendo muito positiva desde o começo de dezembro e deve continuar alta até março. “Só nestes quatro dias de janeiro o sindicato recebeu mais de 20 ligações referente à procura pelos serviços. Nos últimos dois meses, foram cerca de 800 buscas no nosso site por condutores”, completa.

De acordo com a Unidade de Gestão de Mobilidade e Transporte (UGMT), Jundiaí tem 328 condutores cadastrados, mas muitos já não têm vagas para novos alunos.

Aos 64 anos, o condutor Jair Aparecido Pereira, de 64 anos, tem clientes fixos nas regiões da Agapeama, Vila Hortolandia e Jardim do Lago, mas adianta que as vagas estão esgotadas.

“A procura está alta desde agosto do ano passado, quando as aulas presenciais voltaram. Só neste ano consegui fechar oito novos contratos e as vagas estão praticamente esgotadas”, afirma Pereira.

Além de conseguir novos clientes, o motorista diz que, apesar da suspensão das aulas presenciais, conseguiu recuperar os alunos que cancelaram o contrato na época e agora luta para recuperar o lucro perdido. “Durante a pandemia consegui segurar as pontas com o dinheiro que eu tinha guardado, mas foram quase dois anos complicados. Tenho colegas que precisaram vender a van e mudar de emprego. Agora só penso em trabalhar e recuperar o que foi perdido”, afirma.

Com informações do Jornal de Jundiaí